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5 coisas que você precisa saber sobre as crianças

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Todos nós já fomos crianças algum dia! E normalmente lembramos dos bons tempos, das aventuras que fazíamos, com saudade e nostalgia. Temos a consciência de que é nesse período que aprendemos a ser pessoas, entendendo os valores básicos da vida e também as habilidades necessárias para viver em sociedade.

No entanto, esquecemos, em muitas situações, como era realmente nosso modo de pensar, aprender e entender a vida.

Para ter uma noção clara de como nossa memória se altera com o tempo, não precisamos ir tão longe, basta encontrar algo que você escreveu há 5 anos atrás, são grandes as chances de perceber que você era outra pessoa no momento.

As crianças, por sua vez, possuem uma cognição que ainda está se construindo e, temos de manter em mente, que nesse período toda experiência é aprendizado.

Uma das coisas mais belas e inspiradoras de ter crianças por perto é a possibilidade de que elas nos lembrem de como éramos nessa tenra idade. Apesar disso, às vezes nem mesmo essa proximidade é suficiente para compreendermos, realmente, como as crianças pensam, agem e entendem o mundo.

Compreender as facetas do comportamento das crianças pode ajudar a aprendermos a trazer um pouco do espírito infantil de volta para nossas vidas e, principalmente, ajudar pais e professores na tomada de decisões a respeito de como lidar com elas, de como educá-las da melhor forma possível.

Pensando em melhorar essa relação de adultos e crianças, a codeBuddy selecionou 5 coisas que todos nós devíamos saber a respeito das crianças. Vamos lá?

 

1 – Crianças são destemidas

Existem crianças de todos os tipos, desde as introspectivas e silenciosas até as mais agitadas e falantes.

Apesar disso, muitas podem ser alocadas na característica de não demonstrarem medo ao encarar situações que já compreendemos serem perigosas. Mesmo uma criança tímida pode ser destemida ao fazer algo como colocar a mão dentro da boca de um cachorro ou descer uma ladeira de bicicleta.

De fato, essa característica, que impulsiona as crianças a desvendar o mundo, é justamente uma das maiores preocupações dos país. Existem os superprotetores, que querem proteger as crianças de todas as loucuras do mundo, especialmente por temerem esse espírito desbravador de seus filhos.

Muito do medo que sentimos, para nossa própria segurança, é fruto de experiências anteriores. Assim, algumas crianças agem como um filhote de gato que sobe até o topo de uma árvore, apenas para perceber que não conseguem descer e, apesar dos riscos, é assim que aprendem a sobreviver no mundo.

No entanto, especialmente no mundo online, os pais se preocupam com a falta de experiência dos filhos, que pode levá-los a cair em armadilhas de predadores online ou em interações sociais desaconselháveis. Se você quer algumas dicas para a segurança de seu filho(a) na internet, baixe nosso ebook gratuito sobre o tema!

No que condiz ao medo, a palavra chave é equilíbrio. Existe uma balança entre a quantidade de medo que devemos sentir para vivermos com qualidade, evitando riscos sem perder o espírito aventureiro que nos leva avante.

A educação deve considerar esse limite. O costume antigo de ameaçar as crianças com monstros como o “bicho papão” foi por muito tempo uma tática dos país para inserir medo nas crianças, com intenção de protegê-las.

Esse método é hoje desmistificado por pedagogos e recomenda-se que os pais conversem abertamente com as crianças sobre riscos e liberdades, sem recorrer a métodos de amedrontá-las.

As crianças então aprendendo a sentir e, por vezes, associar sentimentos como “medo” a sensações como “frio na barriga” podem ajudar a criar uma coordenação melhor a respeito de impulsos naturais.

 

2 – Crianças possuem outra noção de tempo

Muitas correntes místicas e filosóficas buscam que os humanos aprendam a “viver o momento”. Se conseguíssemos nos lembrar fielmente de como éramos na primeira juventude, isso não pareceria tanto um desafio.

Para uma criança, o tempo de cada dia é enorme. Ela dá total atenção aos detalhes e o mundo vai se expandindo a cada novo momento. Os adultos muitas vezes acordam já sabendo cada passo de suas rotinas. Já as crianças, mesmo que vivam uma rotina escolar, por exemplo, compreendem que nunca haverá um dia realmente igual ao outro.

Essa característica é essencial para que estejam abertas aos aprendizados da vida. Para uma criança, um lugar aparentemente árido, como um estacionamento ou banco, pode se tornar um verdadeiro parque de diversões.

Se pararmos para pensar, o tempo das crianças é um ótimo exemplo de como se aplica à famosa teoria da relatividade, que demonstra que o tempo como calculamos não passa de uma abstração.

É só você perceber como o tempo passa mais devagar se você ficar atento ao relógio, e mais rápido se você está realmente aproveitando o que está fazendo.

No entanto, uma das maiores funções da escola é ajudar as crianças a criarem um censo de tempo, de continuidade, pois o conhecimento se acumula dia após dia. É por esse motivo também que as aulas devem se tornar uma experiência divertida para as crianças, já que os professores concorrem com grandes centros de atenção como celulares e a própria interação entre os alunos.

 

3 – As crianças aprendem por assimilação

O termo assimilação foi usado pelo psicólogo Jean Piaget, um especialista em desenvolvimento cognitivo infantil, para explicar o modo como as crianças vão criando imagens mentais do que encontram durante a vida.

Imagine que uma criança vê, pela primeira vez, uma bola. Ela entende o seu formato circular e tridimensional. A partir daí, vai encontrar outras bolas, de diferentes tamanhos, que a fazem compreender o que é a ideia de uma bola. É essa primeira apreensão da coisa que Piaget chama de assimilação.

É assim que muito do conhecimento infantil vai se formando por meio da experiência.

Os pais podem utilizar esse conhecimento para adquirirem sensibilidade quanto ao modo como educam seus filhos. Crianças são extremamente curiosas justamente por essa característica orgânica da assimilação.

Nesse sentido, quando uma criança começa a fazer perguntas sobre as coisas, como “porque o céu é azul?”, é preciso que os pais tenham paciência e respondam da maneira mais verdadeira possível.

Muitos pais ficam impacientes com os filhos e acabam dando respostas incompletas ou erradas, apenas para silenciar seus filhos. Isso faz com que assimilem imagens erradas a respeito do mundo, o que pode gerar frustração quando descobrirem a realidade.

Depois de ter várias experiências com bolas, as crianças assimilam que objetos circulares são bolas. Ou seja, uma informação errada pode criar toda uma visão errada na cognição infantil, prejudicando a sua compreensão do mundo.

 

4 – As crianças aprendem por meio da brincadeira

Essa é uma das características essenciais que perdemos quando deixamos de ser crianças. Elas simplesmente podem se interessar por qualquer coisa e se divertem em qualquer ambiente.

Essa capacidade de improvisar, de encontrar prazer em atividades que não têm nenhum propósito, demonstram a relação direta entre o mundo interior e o mundo exterior. Ou seja, as crianças não sentem as pressões sociais da mesma forma que nós, não são levadas a validar suas ações a partir da noção de outros sobre o que é certo e errado.

Quantos adultos se preocupam em fazer atividades apenas pelo prazer? Quantos continuam desenhando (tirando os artistas) depois que crescem?

As crianças criam projetos de amplo escopo que, ao nosso olhar, são totalmente inúteis, como construir castelos de areia. Uma criança pode ficar por horas totalmente concentrada em alguma coisa apenas pela diversão dessa imersão, sem pensar em resultados ou prêmios.

Não é à toa que novas abordagens pedagógicas, a cada dia, tentam aliar diversão e aprendizado para tornar as escolas mais dinâmicas e criativas. Um exemplo é o jogo Minecraft, que já abordamos aqui no blog, que têm comprovada eficácia no desenvolvimento cognitivo.

Esse impulso em direção à criatividade e a improvisação pode ser uma das características infantis a serem retomadas pelos adultos. Não apenas o que dá dinheiro ou status social deve ser valorizado, mas a diversão e a criatividade tem um valor inestimável para a vida!

 

5 – As crianças são os heróis de sua própria história

Como não sentem as pressões sociais que estamos acostumados, em um mundo de competição e instabilidade, as crianças podem ver a si mesmas como o centro do mundo. Naturalmente, quando brincam, se veem como grandes heróis das histórias que conhecem.

Esse valor é inestimável para a criação de uma personalidade com boa autoestima.

Quando nos tornamos adultos, perdemos a noção de que somos capazes de controlar nossa visão de nós mesmos. Damos muito valor para as opiniões dos outros e sentimos que focar em si mesmo é uma espécie de egoísmo.

No entanto, esse “autocentrismo” das crianças é muito saudável para seu desenvolvimento.

O funcionamento é simples, as crianças não dizem “não” em suas mentes, só dizem “sim”. Não existe problema nenhum de que sejam heróis de grandes aventuras ainda que estejam no quintal de casa.

Costumam dizer que as crianças aprendem com muito mais facilidade do que os adultos, e esse é um dos maiores motivos. A criança sente, sem dúvidas, a sua capacidade fazer e ser qualquer coisa.

Eis um ensinamento que os adultos podem retirar de seus filhos, sua determinação e capacidade foco em si mesmos!

Em suma, podemos dizer que existem inúmeras outras facetas do comportamento infantil que não estão descritas nesse artigo. Nós, da codeBuddy, valorizamos a maneira como as crianças aprendem e veem o mundo, e esperamos que essas dicas possam ajudar a criação de uma relação mais saudável com as crianças e com a infância!

Não esqueça de comentar se gostou ou se tiver alguma dúvida!

 


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