Habilidades e competências

8 dicas para desenvolver educação financeira para crianças

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Entender o mínimo de finanças é essencial para o adulto contemporâneo. E deixar essa missão para os momentos de tensão comprovadamente não é o melhor caminho. É por isso que falar de educação financeira para crianças não pode mais ser um tabu, mas uma realidade amplamente divulgada.

Afinal, existem uma série de aprendizados financeiros importantes que podem ser adquiridos na infância. Eles são responsáveis por capacitar os pequenos, tornando-os adultos mais conscientes e capazes de cuidar de si mesmos sem depender tanto da opinião de terceiros (bancos, por exemplo).

Além disso, estudos demonstram que as crianças com 3 anos de idade já são capazes de entender os conceitos básicos do dinheiro. Com 7 anos, muitas delas já adquiriram alguns hábitos importantes. Por que ignorar isso?

A educação financeira para crianças é até mesmo uma forma de trazer o conhecimento matemático do dia a dia para a realidade, tornando assuntos chatos em algo prático e que vale a pena ser aprendido.

Ele também cria um senso maior de responsabilidade, pois responde perguntas que parecem simples, como: de onde vem o dinheiro? Quanto vale, realmente, um real? Porque escolher um produto e não o outro? Quais são as prioridades na hora de contabilizar gastos?

É pensando em preparar jovens e adolescentes de todo o Brasil que separamos 8 dicas para auxiliar os pais que desejam educar seus filhos no uso do dinheiro.

Vamos lá?

dicas para desenvolver educação financeira para crianças: o famoso cofrinho
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1. Aprendizado pela observação

Se a sua intenção é ajudar os seus filhos na educação financeira, o ideal é que você se transforme em um modelo a seguir. Tendemos a repetir os erros e acertos de nossos pais, então porque não aplicar a consciência financeira no seu dia a dia?

A gente já sabe: crianças são observadoras incríveis! Perceba o quanto elas começam a colocar seus sapatos e brincar com eles, imitam seu jeito de falar ou a bronca que a professora dá em sala de aula. Use isso a seu favor!

Deixe que percebam quanto você faz as contas e planeja os gastos. Explique porque um brinquedo não pode ser comprado em determinado momento e que, se planejarem, talvez seja possível comprar em um futuro breve.

Como pais, podemos e devemos filtrar algumas informações para não gerar estresse e ansiedade antes da hora, mas podemos ser o mais transparentes e honestos possíveis, explicando conceitos simples de compras.

2. Entendimento sobre o valor do dinheiro

Pais dedicados querem que seus filhos vivam bem, com segurança e que sintam-se confortáveis em seu dia-a-dia. Algumas vezes isso significa liberar uma grana para um fim de tarde no shopping com amigos ou comprar algum objeto que “todas as crianças têm”.

No entanto, esse desejo de manter o bem estar pode resultar em pedidos absurdos ou uma criança que não tem noção que o dinheiro é um bem escasso e que precisa ser planejado.

Uma boa forma de passar adiante essa lição é justamente com a mesada. Vamos supor que ela tenha R$ 50,00 por mês e que queira um brinquedo novo justamente com este valor. Ao mesmo tempo, ela quer comprar os chicletes e doces que vendem na porta da escola.

Faça parte do processo de tomada de decisão, mas deixe que a criança decida o que ela quer e lide com as consequências: se escolher o brinquedo, ficará sem chiclete e doce; se escolher os chicletes, terá que deixar o brinquedo para o próximo mês.

Todo adulto sabe que essa situação hipotética é muito real na vida cotidiana. Criar essa situação para a criança irá ajudá-la a entender prioridades e fazer escolhas.

menina contando moedas
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3. Gratificação no tempo certo

Outra tática muito interessante é traçar um momento ideal para que a mesada seja entregue para a criança.

Vamos supor que a criança poderá colocar 5 reais por dia em um pote com as suas economias. Essa tática pode ser complementada com a adição de 1 real por semana a partir do momento em que as crianças fazem um ano a mais de idade.

O pote com economias irá crescer, mas desde que haja uma limitação, como tirar uma quantidade pré-definida e limitada de dinheiro nos domingos.

Com o tempo a criança aprenderá não apenas sobre o valor do dinheiro, mas também será educada a respeito da gestão das finanças pessoais ao decorrer do tempo, o que envolve a noção de  controle financeiro.

4. Lidar com o dinheiro para entendê-lo

Hoje em dia, muitas das finanças dos adultos são feitas por meio de transferências online e cartões de crédito.

É recomendável que as crianças sempre lidem com notas e moedas e que se evite o uso de cartões pessoais e com o mundo abstrato das finanças digitais. Isso deve ser feito até, ao menos, o período em que seja possível verificar que a criança está demonstrando os efeitos da educação financeira.

A materialidade das notas e moedas ajuda muito no processo de apreensão do valor do dinheiro.

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5. Compartilhe sua “filosofia financeira” com as crianças

Ensine as crianças a sua visão pessoal a respeito do mundo financeiro. Esse diálogo é extremamente importante nesse percurso de aprendizado.

Você pode definir algumas palavras chaves como “guardar, ganhar, gastar, investir e criar objetivos”, e utilizar esse plano para criar frases de efeito para as crianças.

Exemplo: “Gaste com inteligência, pois assim poderá comprar mais coisas”.

6. Traga a matemática para o cotidiano

Além de ser uma ótima ferramenta para educar as crianças financeiramente, trabalhar as finanças em atividades cotidianas pode ser uma forma exemplar de desenvolver o gosto pela matemática em seu filho.

Uma das formas mais corriqueiras de fazer isso é levar os pequenos para o supermercado e deixá-los que auxiliem nas compras. Exercícios, como escolher o melhor produto como o dinheiro disponível, podem ser muito benéficos na apreensão do saber financeiro.

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7. Deixe os erros ensinarem

Quem nunca gastou demais em um produto que não valia a pena e depois chateou-se com isso? Infelizmente, esse processo faz parte da educação financeira.

Da mesma forma, é importante que os pais deixem que seus filhos cometam erros e aprendam com isso a adquirirem mais responsabilidade financeira.

Você pode alertar que existem calças bonitas e que custam menos do que R$150. Mas deixe que a criança gaste o dinheiro dela como bem entender. Caso ela se sinta frustrada com seu investimento, encoraje-a a aprender com o erro e gastar melhor da próxima vez.

8. Aprenda mais sobre educação financeira

Estar ciente sobre o tema ajuda muito na hora de educar! Mantenha-se atualizado(a) quanto a sua forma de lidar com a gestão de suas próprias finanças. Leia sobre o tema, utilize novas tecnologias – como apps dedicados a economia – e aprenda com os outros as melhores formas de economizar ou investir seu dinheiro.

Quanto melhor for a sua relação com o mundo financeiro, mais experiente você se tornará para ensinar para a criança a ter responsabilidade e compreender o valor do dinheiro.

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