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Alfabetização digital e pensamento crítico na internet

Postado em 25 de novembro de 2020 - por codeBuddy

Provavelmente não é novidade para você que os meios digitais demandam certos conhecimentos e habilidades. Inclusive já falamos por aqui sobre o conceito de inteligência digital, elaborado pelo DQ Institute, que se sustenta em oito grandes áreas ou competências. No artigo de hoje, vamos falar mais detalhadamente sobre uma delas: a Alfabetização ou Capacitação Digital (Digital Literacy).

Assim como as outras sete competências, a Alfabetização Digital se divide em três níveis de “maturidade”: a cidadania digital, que se refere ao uso responsável das ferramentas tecnológicas; a criatividade digital, que trata da capacidade de transformar ideias em realidade a partir de tais ferramentas; e o empreendedorismo digital, que consiste em se apropriar desses recursos para inovar e solucionar problemas globais.

Esses níveis equivalem a três diferentes habilidades ou valores para cada uma das competências, totalizando 24 habilidades. Isso permite que a educação digital de um indivíduo seja conduzida de acordo com o que é mais relevante para ele em cada momento de sua vida.

Pessoas mexendo no smartphone

O que é Alfabetização Digital?

Segundo o DQ Institute, entidade associada ao Fórum Econômico Mundial, essa competência se refere à capacidade de buscar, criar, adaptar, compartilhar e avaliar informações provenientes de meios virtuais com raciocínio crítico. Ela se divide nos três seguintes âmbitos:

1- Mídias e informações digitais

Essa habilidade está relacionada à ideia de “cidadania digital”, isto é, a utilização ética e responsável dos meios tecnológicos. 

Com a alfabetização ligada às informações digitais, os indivíduos entendem a estrutura básica da mídia digital, como ela pode influenciar o acesso ao conhecimento, as diferentes razões para a construção de certas mensagens midiáticas e as motivações por trás de campanhas que promovem desinformação e/ou informações falsas online.

Homem lê notícias no tablet

Pessoas com essa habilidade são, portanto, cuidadosas e críticas com as informações que encontram ao navegar na internet, conseguindo avaliar a credibilidade desses conteúdos.

2- Computação e criação de conteúdo

Esse tipo de alfabetização se relaciona com o nível da “criatividade digital”. Com ele, os indivíduos entendem tanto a criação de conteúdo digital em diferentes formatos quanto o pensamento computacional, apresentando conhecimentos de programação e/ou modelagem digital 3D.

Eles se tornam aptos a desenvolver, adaptar e compartilhar conhecimento tecnológico, usando ferramentas computacionais ou midiáticas para resolver problemas, bem como ajustar ambientes virtuais para atender a demandas pessoais ou comunitárias.

Assim, eles são capazes de planejar e executar o design de criações digitais (seja de conteúdo, software ou hardware) com base não só nas necessidades existentes, mas também na praticidade, eficiência e funcionalidade de seus projetos.

Homem manuseia componente eletrônico e mexe em smartphone

Além disso, eles demonstram um pensamento computacional, interpretando dados, algoritmos e aproveitando métodos computacionais para alcançar os resultados desejados. São capazes de analisar componentes eletrônicos ou digitais e melhorá-los conforme necessário.

Esses indivíduos estão aptos a otimizar a experiência dos usuários de seus projetos tecnológicos. Assim, conseguem planejar, por exemplo, os elementos visuais e técnicos da interface de um aplicativo, sabendo adaptá-los a diferentes plataformas e sistemas operacionais.

Demonstram grande interesse em se envolver com a evolução da tecnologia digital, estando motivados a adotar esses avanços e aprender as habilidades necessárias ao seu próprio desenvolvimento.

Menina interage com robô

3- Análise de dados e inteligência artificial

Já essa habilidade se refere à ideia de “empreendedorismo digital”. Com ela, os indivíduos compreendem conceitos de análise de dados, de estatística e da matemática relacionada à programação de computadores e à inteligência artificial.

Desse modo, eles entendem como os dados são gerados e utilizam algoritmos de inteligência artificial (como, por exemplo, a técnica de machine learning) para guiar e agilizar processos de tomada de decisão. Compreendem, portanto, os benefícios, limites e riscos gerados por big data e inteligência artificial.

Esses indivíduos têm grande aptidão para carreiras profissionais que envolvem análise de dados, e são proativos na aplicação de seu conhecimento sobre o assunto para avaliar se sistemas desse tipo realmente seguem valores éticos e morais.

Democracia digital: pessoas interagem sentadas em frente a um notebook

Importância da alfabetização digital para a democracia

Com o advento da internet, em especial das redes sociais, a difusão de notícias falsas se tornou um grave fenômeno. Foi durante as eleições presidenciais de 2016 nos Estados Unidos que a imprensa internacional começou a usar com mais frequência o termo em inglês fake news, que significa, literalmente, “notícias falsas”. 

Na época, empresas especializadas identificaram múltiplos sites divulgando conteúdo duvidoso, com notícias sensacionalistas envolvendo, em alguns casos, personalidades importantes, como a candidata Hillary Clinton.

Entre diferentes propósitos, as fake news podem ser usadas para propagar ideias e boatos por meio de mentiras e da disseminação de ódio. Isso pode prejudicar tanto pessoas comuns como celebridades, políticos e empresas.

Além disso, após escândalos envolvendo o uso político de dados pessoais obtidos em redes sociais, ficou ainda mais nítida a importância da capacitação digital. Brittany Kaiser, autora do livro “Manipulados” e ex-funcionária da empresa Cambridge Analytica, alerta que aprender e ensinar como dados são coletados é o primeiro passo para proteger a democracia. Em sua obra, ela inclusive recomenda a educação baseada nos parâmetros de inteligência digital estabelecidos pelo DQ Institute.

Essas questões estão diretamente ligadas ao primeiro dos níveis da alfabetização digital, que por sua vez se relaciona com o conceito de cidadania digital. Como “cidadãos digitais”, os indivíduos se tornam capazes de compreender questões sobre fake news, privacidade e vigilância de dados.

Ao compreender como a tecnologia molda e é moldada por diversos fatores, as pessoas ampliam suas percepções sobre o mundo e adquirem conhecimento sobre redes e ferramentas digitais para solucionar problemas socioeconômicos e políticos.

Alfabetização digital: mulher e menino conversam em frente a um computador enquanto olham para a tela

Como capacitar os jovens digitalmente

Não restam, afinal, dúvidas: o mundo tecnológico oferece uma infinitude de possibilidades – algumas delas incríveis; outras, nem tanto. Diante disso, é necessário preparar os jovens para que saibam se proteger dos perigos digitais, bem como para que dominem habilidades imprescindíveis não só às profissões do futuro, mas também ao presente.

É por isso que, mais do que usuários passivos de tecnologia, os alunos da codeBuddy são estimulados a desenvolver os conhecimentos de que precisam para dar vida às suas ideias e criar suas próprias tecnologias, sejam elas sites, jogos, robôs ou aplicativos.

Eles aplicam os conceitos e técnicas de programação e robótica adquiridos nas aulas para desenvolver projetos que realmente ajudam a humanidade. De aplicativo para prevenir e tratar a obesidade infantil a detector de incêndio para idosos e deficientes que moram sozinhos, o céu é o limite para essas crianças e adolescentes, que exercitam a criatividade e o senso crítico conforme observam problemas do mundo real e criam soluções, utilizando a tecnologia de maneira produtiva.

Aliás, você sabia que somos a primeira e única instituição brasileira chancelada pelo DQ Institute por disseminar os padrões globais de inteligência digital? Aqui, os alunos recebem uma educação digital responsável, consciente e divertida. Conheça nossas opções de cursos e descubra qual deles mais combina com você!

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