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Aprender brincando: o papel das atividades lúdicas no desenvolvimento infantil

Postado em 12 de novembro de 2020 - por codeBuddy

Quem nunca aprendeu brincando que atire a primeira pedra. Transformar em lúdico o processo de aprendizagem é algo que está, cada vez mais, presente na vida do ser humano. Ainda mais com jogos e brincadeiras, o que se tornou, inclusive, um assunto amplamente estudado por historiadores, psicólogos, filósofos, linguistas, antropólogos e, em especial, educadores.

A maior parte desses estudos se concentra nas atividades da criança e do adolescente, mas é claro que o lúdico está presente na andragogia (a arte de ensinar adultos) tanto quanto na pedagogia (que se refere à educação de crianças). Aqui vamos nos concentrar no papel das atividades lúdicas no desenvolvimento infantil.

Duas crianças sentadas à mesa escrevendo em papéis

Primeiro a obrigação, depois a diversão

Essa é uma crença que, em alguns casos, pode ser virtuosa e, em outros, limitante. O lúdico é uma forma de lazer, mas nem todo lazer é feito de jogos e brincadeiras. Seguindo por essa linha, o aprendizado é ressignificado quando a obrigação é substituída pelo lúdico. Em outras palavras, aprender com jogos e brincadeiras transforma em diversão o que, na old school, era imposto como algo obrigatório.

O lúdico é uma metodologia de ensino ativa que capacita o indivíduo, já na infância, para que perceba, assimile e controle suas próprias emoções ou as dos outros. Ao mesmo tempo em que se aprende, é possível desenvolver a inteligência emocional da criança e do adolescente para que sejam indivíduos preparados para os desafios que encontrarão por toda a vida.

Criança manuseando peças de encaixe

Que atividades lúdicas devem ser realizadas para o desenvolvimento infantil?

As atividades lúdicas como jogos, brincadeiras, vivências que acontecem durante a fase infantojuvenil desenvolvem o aprendizado, ensinam a conduzir as escolhas e ações em direção a um resultado esperado, tudo isso aproximando e criando vínculos positivos entre os participantes, além de possibilitar aprendizados interdisciplinares. Ao aprender com o lúdico, desenvolvem-se competências comportamentais internas e de relação com o mundo exterior.

Para aprender ou desenvolver habilidades pessoais com o lúdico na infância, é preciso conectar o objeto de aprendizado a atividades como jogos que estimulem a criatividade, a observação de novos conhecimentos, a diversão sadia e a interação com o outro.

Os jogos e brincadeiras também exercitam competências de relacionamento com o mundo exterior, tais como o respeito, a tolerância e a valorização do conhecimento do outro, que complementa o próprio conhecimento. Esses são componentes obrigatórios para a formação de um indivíduo ao mesmo tempo autônomo e integrado ao mundo.

Que jogos podem desenvolver habilidades e valores?

Seja no núcleo familiar, na comunidade ou na sociedade em geral, cada indivíduo precisa aplicar suas habilidades ou competências. Na atividade lúdica, o aprendiz se diverte utilizando essas habilidades a partir das suas referências e contexto de vida. Para saber se deu certo, ele compara os feedbacks durante o jogo e, assim, compreende os reflexos de suas decisões no resultado alcançado. Vamos a um exemplo:

The Sims

Esse é um dos mais famosos games de sucesso no mundo. Criado pela EA, o jogador constrói um personagem, sua própria residência e ajuda outros participantes a realizarem atividades que permitem que tanto eles quanto o próprio personagem progridam nos níveis de estudo e de trabalho, por exemplo.

Tudo acontece de forma semelhante à vida real. Brincar com esse jogo é explorar, de forma divertida, o aprendizado da responsabilidade consigo mesmo e com o próximo, o controle das finanças, a importância de construir uma carreira com base no estudo, a percepção sobre cidadania, contribuição social e melhor qualidade de vida. A criança e o adolescente aprendem, na prática, a importância dos valores sociais em que estão inseridos.

Pensando na faixa etária de 10 a 12 anos, é preciso estimular o repertório de conhecimentos gerais. Mas não basta que conheçam, é preciso que saibam o que fazer com o que aprenderam. E mais: que tenham a capacidade de fazer conexões mentais e encontrar soluções para os problemas. Vamos a uma sugestão de jogo que segue por esse conceito:

Jogo de tabuleiro

Perfil

O clássico da Grow permite ao amante de jogos de tabuleiro uma diversão transformadora. Ao final de cada partida, o jogador tem os recursos e conhecimentos necessários – e já exercitados – para elaborar uma visão crítica sobre os problemas que foram discutidos durante a brincadeira.

Trata-se de um jogo com cartas que relacionam 20 dicas sobre alguma pessoa, lugar, ano ou coisa. O jogador escolhe um número de um a vinte e quem tem determinada carta diz, então, a dica escolhida. Se ele sabe, responde, se não, passa a vez para o próximo – que pode escolher outra dica se quiser. Quem acertar ganha a rodada e avança no tabuleiro.

É possível explorar ainda mais o jogo, promovendo discussões sobre o item da carta. Outra forma de promover o aprendizado é permitir que mais de um participante fale sobre o assunto e os demais elejam a melhor explicação como a vencedora da rodada.

Duas crianças usando óculos de realidade virtual

Então, jogos e brincadeiras formam cidadãos para o século 21?

Na prática, jogos e brincadeiras facilitam a formação de novos cidadãos na fase infantojuvenil. Isso pode ser feito com ferramentas que devem ser exploradas para promover a compreensão sobre transformações como as da rotina, dos cuidados, dos relacionamentos, do aprendizado e, até mesmo, das novas formas de produzir.

Quando se trata de gerações que já nasceram vivendo o mundo digital, é preciso aproveitar o ambiente em que elas estão e prepará-las para terem a competência de aprender continuamente. O mundo em que elas viverão exigirá que estejam aptas a compreenderem, de forma ampla e esclarecedora, novas realidades. Cada vez mais são cobradas habilidades e comportamentos que permitam rápida adaptação às mudanças.

Uma competência que permite a criação de novas experiências lúdicas, por exemplo, é a capacidade de programar. A própria criança, quando desenvolve a habilidade de pensar logicamente e transformar seus insights em códigos, cria soluções que podem ser lúdicas, colaborativas e construtivas para seu núcleo, sua comunidade ou para a sociedade em geral. 

Mão segurando smartphone

O lúdico como recurso para uma vida conectada

O lúdico em sala de aula também permite que jogos, sonhos, imitações, imaginários e afetividades infantojuvenis sejam recursos de aprendizado. O ambiente que associa o meio em que o aprendiz vive ao conhecimento digital por meio do lúdico, tal qual acontece nas dinâmicas de gamificação, incentiva a formação de jovens aptos a lidarem com os desafios da uma vida cada vez mais conectada. 

A metodologia da codeBuddy permite que cada aluno aprenda percebendo como podem ser simples os conceitos de lógica e encadeamento sequencial que envolvem a programação. Durante as aulas, as crianças se envolvem com minijogos, projetos de codificação e desafios que incentivam a criatividade e tornam a programação uma atividade divertida. Saiba mais sobre como é estudar na codeBuddy neste artigo.

É assim que o seu filho desenvolve, na codeBuddy, as habilidades lógicas e matemáticas, a visão empreendedora, a criatividade, a autonomia e o senso crítico. Aqui ele se desenvolve para usar a tecnologia de forma ativa como criador, e é preparado para tratar, com segurança, os problemas reais do mundo à sua volta.

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