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Habilidades e competências

10 habilidades do futuro essenciais para se manter no mercado de trabalho

Já não é mais segredo: o sucesso está reservado para quem busca desenvolver habilidades do futuro. Quer descobrir quais são elas? A codeBuddy te ajuda!

Com a ascensão da tecnologia, mudanças de todos os tipos começaram a acelerar nossa sociedade. O que antigamente parecia um sonho futurista, hoje já é realidade.

Justamente pelo ritmo de inovações que mudam a paisagem do mercado de trabalho, é possível prever algumas tendências que podem ajudar quem quer se preparar e garantir o sucesso familiar e profissional.

Para facilitar a sua navegação pelas habilidades mais importantes que serão requisitadas, adiantamos o trabalho para você, selecionando as 10 competências mais importantes para preparar-se para o mercado de trabalho do futuro. Vamos conferir?

inovação no mercado de trabalho do futuro

1 – Capacidade de adaptação

Essa competência é um efeito direto do ritmo acelerado de inovações tecnológicas. O mundo das startups — empresas novatas capazes de criar saídas inovadoras para necessidades sociais — é um sinal desses novos tempos.

Quando o mundo muda, precisamos descobrir novas formas de existir. Assim ocorreu com a indústria audiovisual quando surgiu a internet. Os serviços de streaming — como Netflix e Spotify — são respostas de uma indústria que foi capaz de se adaptar aos novos tempos.

O segredo é sempre ficar ligado ao que está acontecendo, utilizando as ferramentas do mundo moderno em nosso favor. Juramos: não é tão difícil quanto parece.

boa comunicação é uma das habilidades do futuro

2 – Boa comunicação

A inteligência artificial promete ser uma das inovações com maior efeito no mundo do trabalho: atividades tradicionalmente executadas por pessoas serão automatizadas.

A ironia é que esse processo acaba por valorizar qualidades que são especialidades humanas. Nos últimos anos, observamos o crescimento e a inovação de áreas como marketing, criação de conteúdo, design e até mesmo setores artísticos como música, filmes, séries e espetáculos.

Pessoas criativas farão a diferença nessa realidade e ficar para trás não é uma opção para ninguém. Criatividade é a palavra-chave para solução de problemas, afinal de contas.

a lógica como uma das habilidades do futuro

3 – Resolução de problemas

Falando nisso, está aí uma habilidade que será importantíssima no futuro e que já começa a demonstrar sinais de força hoje. Já parou para pensar na sua capacidade de resolver problemas? Dica: observe a simplicidade das soluções que seu filho, ou filha, propõe.

E precisamos falar de novo das startups. Elas são o símbolo da solução inovadora para um problema tradicional e a mentalidade que elas propagam é carro-chefe do mundo em que vivemos — especialmente quando nos referimos ao empreendedorismo.

Curiosamente, porém não surpreendente, essa habilidade do futuro pode ser trabalhada de maneiras indiretas como em jogos, ensino de programação de computadores e outras atividades ligadas ao desenvolvimento da lógica.

cérebro ou sentimento? ambos

4 – Inteligência emocional

Termo criado por Daniel Goleman, não é segredo para ninguém que o mundo contemporâneo pode ser um tanto estressante e saber lidar com ele é um baita diferencial.

Afinal, o excesso de informação, a sensação de conectividade constante e as pressões sociais tornam problemas como a ansiedade o “mal do século”. Desenvolver a inteligência emocional é, portanto, aplicar a capacidade de inovar na própria vida, cuidando da saúde mental por meio da resiliência.

Importante na vida pessoal, essa é uma das habilidades do futuro mais importantes da vida profissional. Já sabemos que as carreiras do futuro podem ser extremamente recompensadoras e gerar grandes frutos, o que naturalmente vem acompanhado de muita exigência.

Exercícios físicos, meditação e dietas equilibradas serão essenciais nessa preocupação com o nosso bem-estar frente às adversidades.

a boa escrita é habilidade imprescindível para o futuro

5 – Boa escrita

A inteligência artificial já consegue responder mensagens, atender clientes e preencher formulários. É aquele robô que te atende antes de passar para um funcionário de um banco e, às vezes, até resolve o seu problema sem que você precise falar muito.

Isso não significa a morte dos textos acadêmicos, artigos de jornal, blogs ou romances best-seller estrelando a lista do The New York Times. Nada se compara ao ser humano. Por isso mesmo, sua capacidade será extremamente valorizada.

Mas quem pensa que a boa escrita é válida apenas para o mundo do entretenimento ou da informação, calma lá: essa habilidade será imprescindível nas empresas.

Você sabia que hoje o maior problema dentro de um projeto é justamente a comunicação? É por causa da sua precariedade que informações não são repassadas de forma completa e ideias não são bem-sucedidas.

A boa escrita de e-mails, documentos, atas e memorandos é essencial para esse novo cenário.

robôs como soluções para o futuro

6 – Especialização tecnológica

A tecnologia será a grande imperatriz do futuro e promete mudar a paisagem dos trabalhos. Todos eles. Nem por isso nos livramos do que precisa ser criado, mantido e trabalhado por pessoas.

Vemos, hoje, um grande déficit de profissionais em empresas que buscam mão de obra qualificada para trabalhar em setores de tecnologia da informação.

Linguagens de programação (como CSS, HTML, PHP e Javascript) estão em constante evolução, tornando mais difícil a formação de profissionais que conheçam front e back end com competência para lidar com os mais diversos tipos de sistema.

Você considera seu filho capaz de se adaptar? Pois isso fará total diferença no dia a dia profissional dele.

robótica para crianças e adolescentes

7 – Conhecimentos de robótica

Robôs já são uma tendência gigantesca, algo previsto por grandes escritores da ficção científica que, como sabemos, na maioria das vezes vinham de áreas como a física, matemática, medicina ou direito. Jamais esqueceremos do sucesso estrondoso de Eu, Robô livro escrito por Isaac Asimov e publicado pela primeira vez nos anos 1950.

Sabemos que o processo para isso começou há décadas, desde que os primeiros sistemas automatizados foram inseridos em grandes indústrias de automóveis e eletrônicos. Um movimento conhecidíssimo dessa época é o fordismo, sistema de produção em massa.

A surpresa é que o futuro promete uma expansão grandiosa de automações em nosso dia-a-dia. Sabe aquele robozinho que limpa o chão sem você precisar fazer nada além de recarregá-lo? Ele é apenas o começo. O futuro tem nome e é machine learning.

E claro que nem tudo é pressão, vale lembrar um pouco do filme Gigantes de Aço, que mostra como a construção de robôs pode ser extremamente gratificante e divertido.

robótica no mercado de trabalho

8 – Prática deliberada

Como vimos, o futuro pretende agitar e acelerar a necessidade de aprendizado e otimização dos humanos. A boa notícia é que técnicas que ajudam o aprendizado estão mais avançadas e disponíveis para todos.

O EAD nunca foi tão acessível e feito com qualidade quanto hoje, e o futuro promete ser boa parte dele. Economia de tempo, dinheiro e a organização própria de cada rotina nos permite dar passos mais largos.

E é por isso que a prática deliberada é uma maneira inteligente de aprender uma nova habilidade. A ideia é focar totalmente no que se está aprendendo e prestar atenção — especialmente — aos erros e dificuldades.

Essa prática se baseia em três principais aspectos: concentração (foco!), busca por ajuda (juntos somos mais fortes) e determinação (alô resiliência!).

liderança é uma das habilidades do futuro

9 – Liderança

Uma pessoa com a habilidade da liderança não é apenas uma conhecedora da área e uma boa comunicadora. A liderança exige uma capacidade muito importante: a visão do todo.

Um bom líder é como um maestro em relação à orquestra. Seja ele homem ou mulher, é quem dita o ritmo, organiza e cuida para que todas as peças funcionem em harmonia. A liderança não só evita problemas, como resolve qualquer situação que aparecer sem perder a linha.

Ao contrário do que possa inicialmente parecer, a liderança não deve ser pensada apenas em cargos mais altos. No futuro, ser líder é ter a visão do todo, e ter a visão do todo é estar sempre um passo à frente.

Mais uma vez, os recursos humanos se mostram essenciais para a dinâmica das organizações.

Foco e concentração não são habilidades robóticas

10 – Foco e concentração

Falamos brevemente sobre ambos acima, mas, convenhamos: vivemos em um mundo saturado de informação. Uma das nossas maiores dificuldades é nos concentrar em uma coisa só, lutando contra o impulso de checar as redes sociais ou conversar por um chat.

Mais do que uma questão de comportamento, essa dispersão prejudica a capacidade de uma pessoa fazer uma coisa de cada vez, o que diminui a produtividade e a qualidade do que está sendo entregue.

Treine essa competência lendo um bom livro, como os que citamos aqui, e estimule seu filho ou filha a fazer o mesmo! 30 minutos de leitura por dia podem aumentar sua capacidade de foco e sua criatividade, e ainda te deixar mais culto!

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Como a tecnologia ajuda o desenvolvimento educacional do seu filho?

A tecnologia revolucionou os hábitos de vida e a forma como nossa sociedade se organiza e avança. Passou a fazer parte, praticamente, de todas as atividades cotidianas, e nos deu um melhor amigo, até mesmo no que diz respeito ao desenvolvimento educacional: o celular.

Não é só em todas as atividades que ela está presente, mas também em todas as faixas etárias. Dos bebês aos idosos, é cada vez mais difícil encontrar quem não tenha se rendido aos encantos dos aparatos tecnológicos.

No entanto, uma nova recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) despertou um alerta e provocou uma reflexão: como a tecnologia influencia na educação das crianças.

De acordo com a cartilha, crianças de até 1 ano não devem ter contato com as telas, e as menores de 5 podem utilizar com restrições. O que significa reduzir o uso dos aparelhos para no máximo 1 hora por dia.

Isso sinaliza uma investida contra a tecnologia?

Não. De forma alguma equilibrar as atividades infantis com a utilização de tecnologia deve ser enxergado como uma ofensiva. Sua contribuição para o desenvolvimento das crianças é reconhecido de forma geral por especialistas.

Todavia, a questão abordada pela OMS é relativa, sobretudo, ao excesso. O alerta, na verdade, deve ser direcionado não às crianças, mas aos pais. Muitas vezes, por comodidade ou por autonomia de tempo, as tecnologias são exageradamente incorporadas à rotina familiar.

Assim sendo, como fazer dela uma aliada no desenvolvimento infantil?

Como a tecnologia ajuda o desenvolvimento educacional do seu filho?

O limiar entre entreter e aprender

Não é difícil encontrar plataformas e aplicativos que ajudem (e muito) na didática do aprendizado. Seja através de videoaulas, de metodologias digitais ou até mesmo aprendendo sobre o funcionamento dessas máquinas. São inúmeras as possibilidades que a tecnologia apresentou como uma soma positiva de saberes. Não precisa ir muito longe para entender que essa nova maneira de compreender o mundo veio para ficar.

Basta reconhecer que todas as crianças nascidas após os anos 2000 chegaram em uma sociedade completamente conectada e informatizada. São crianças que crescem acompanhando novidades do Brasil e do Mundo em questões de segundos.

São pessoas que possuem mais amigos virtuais do que os presenciais, são autodidatas e, desde muito cedo, ensinam e aprendem na mesma proporção. É fundamental compreender que elas nunca conheceram nada diferente disso.

Isso não é ruim, é diferente do que as gerações dos pais dessas crianças costumavam ver, e a conciliação acaba sendo o grande segredo deste convívio.

É preciso se adaptar e acostumar com esta nova percepção de mundo, e, principalmente, viabilizar que essa nova dinâmica resulte em descobertas importantes para toda a humanidade.

É, por isso, que os brinquedos de antigamente já não são mais tão empolgantes para uma criança millennial — os nascidos após 2000. Não existe o maniqueísmo entre melhor ou pior, existe a diversidade e a proporcionalidade.

A via que torna essa relação harmoniosa é aquela que extrai todo o potencial de ambas as realidades. Logo, aquela que usufrui tanto deste novo universo, quanto das já tão conhecidas formas “analógicas” de desenvolvimento da sociedade.

Como a tecnologia ajuda o desenvolvimento educacional do seu filho?

A importância das experiências

O conhecimento é uma esfera que não tem limite e pode ser absolutamente plural e diverso. É dessa forma que o Clubinho de Ofertas enxerga e valoriza o conhecimento a partir das experiências.

Pode ser por meio de uma peça teatral, de um museu interativo ou um parque radical. A ciência, o pensamento ou as grandes ideias não são restritivas, muito menos iguais. Cada ser humano é capaz de sentir e nutrir aprendizados completamente diferentes a partir da mesma vivência. As crianças de hoje possuem o mundo nas mãos e se comportam como tal.

Nessas condições, pais, professores e toda a sociedade tem o compromisso de orientar esse desempenho. Como? Equilibrando as experiências sensoriais e afetivas ao mesmo passo que se soma os benefícios trazidos pelas tecnologias.

É deixar para trás a ideia de que preparamos nossos filhos para o futuro, e admitir que o futuro já chegou. Hoje, educamos crianças que possam enfrentar com maturidade e perspicácia os grandes e complexos desafios da nossa sociedade.


Por Erika Zordan
Mineira de raiz, carioca de coração, apaixonada por histórias e que acredita muito no poder de transformação da educação.


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5 competências que farão a diferença na vida do seu filho

Vivemos em um mundo competitivo, cheio de oportunidades, mas também de desafios. Enquanto nos preocupamos em resolver nossos próprios caminhos na vida profissional, afetiva e familiar, a tarefa de saber como educar uma criança pode ser desafiadora. Confira 5 competências que farão a diferença na vida do seu filho abaixo!

Se você deseja saber como incentivar o aprendizado das crianças, alimentar certas competências desde cedo pode ser uma tarefa essencial.

Para entender melhor a raiz dessas competências, basta prestarmos atenção nos principais problemas que os adultos enfrentam quando iniciam a vida profissional e afetiva. Insegurança, falta de foco, nervosismo e excesso de informação são alguns dos males do mundo contemporâneo.

Todos temos que lutar contra esses fatores negativos na vida adulta. Por isso, acreditamos que as competências que devem ser preparadas nas crianças baseiam-se justamente nas dificuldades que reconhecemos na vida adulta, no mundo do trabalho e afetivo.

A codeBuddy se preocupa em oferecer conteúdos originais com o intuito de auxiliar os pais no processo complexo de preparar os pequenos para o mundo. Pensando nisso, preparamos algumas reflexões a respeito de competências essenciais para a vida no mundo contemporâneo. Você pode conferi-las logo abaixo.

1 – Enfrentar problemas com sabedoria

O ambiente de trabalho, como sabemos, pode ser muito estressante. Problemas acontecem nos escritórios e se misturam com a vida familiar, gerando nervosismo e estresse.

A vida das crianças também contém seus próprios desafios. Intrigas na escola, disciplinas com as quais cria-se dificuldade, além do processo de aprender a se relacionar com os outros.

Para enfrentar problemas com sabedoria é preciso ter calma e capacidade para pensar com clareza.

A melhor forma para os pais trabalharem isso com seus filhos é ensiná-los a enfrentar os próprios problemas com calma e atenção. Uma conversa com uma criança em algum momento de dificuldade pode mudar toda a perspectiva dela sobre como encarar o problema.

Os pais devem cuidar para que não demonstrem estresse, raiva ou angústia na frente dos filhos, pois as crianças aprendem muito por mimesis, ou seja, imitando a maneira como os adultos agem.

Se você é uma pessoa que costuma resolver problemas brigando, se estressando ou jogando tudo para debaixo do tapete, então a criança pode começar a desenvolver esse comportamento.

Por outro lado, demonstrar calma e confiança na resolução de problemas permitirá que você seja um bom exemplo para seu(ua) filho(a).

2 – Aprender com os erros

Uma das questões básicas da psicologia humana é o fato de vermos os outros como espelhos. Consideramos nosso lugar social pela maneira como as pessoas nos percebem e tomamos decisões morais de acordo com o que a sociedade considera correto.

Esse funcionamento básico da sociedade pode resultar na incapacidade de aprender com os erros, pois ao errar nos sentimos fracassados, incapazes, imobilizados.

No entanto, é justamente pelo erro que podemos aprender a fazer o certo. Um bom exemplo é a programação de softwares. São os bugs e erros de um programa que informam ao desenvolvedor os pontos em que o trabalho pode ser melhorado.

Na vida é a mesma coisa. Tirar nota baixa em uma prova pode deixar uma criança amuada, se sentindo burra. Esse sentimento não ajuda a melhorar, muito pelo contrário.

A criança deve entender que o aprendizado é um processo que passa pelo erro. Por isso, os pais devem aceitar as falhas dos filhos ao invés de puni-los.

Aprender a ver os erros positivamente pode ser um grande diferencial na vida adulta, na formação de uma pessoa confiante e segura de si mesmo.

5 competências que farão a diferença na vida do seu filho

3 – Responsabilidade social

Empatia é uma qualidade muito valorizada no mercado de trabalho, hoje em dia. Todas as grandes empresas têm em comum a presença de líderes que conseguem compreender as necessidades das pessoas. Sabem como podem criar um produto que resolva o problema delas, pois entendem como se sentem.

Essa capacidade surge na infância. A responsabilidade social é o cuidado que temos com nós mesmos e com o mundo ao redor.

Uma criança pode ser muito educada apenas porque foi ordenada a ser. O que faz realmente diferença é uma criança que não joga lixo no chão porque entende o trabalho envolvido na sociedade para que as ruas estejam limpas.

Da mesma forma, uma criança que compreende o impacto de suas ações no mundo correrá menos risco de praticar bullying contra os outros, e de criar tendências de isolamento — um problema que abate muitos adolescentes nos anos seguintes.

4 – Capacidade de foco e concentração

Com a ascensão da internet, as crianças crescem cada vez mais imersas em um oceano de informações. As possibilidades são infinitas: jogos, chats, artigos, vídeos, conversas e notícias que nos bombardeiam por todos os lados.

Nas escolas, uma das maiores dificuldades dos professores é justamente lutar pela atenção dos alunos que estão sempre conectados com seus gadgets.

Essa cultura do “multitarefa” tem ocasionado uma perda da capacidade das crianças de foco e concentração por longos períodos de tempo.

Os pais podem incentivar diretamente esse processo considerando a quantidade ideal do uso da internet e incentivando atividades que auxiliam o raciocínio lógico das crianças

5 – Estabilidade emocional

Crescer é uma tarefa difícil. Na medida em que as crianças vão se desenvolvendo, é normal que padrões de comportamento comecem a se instaurar na forma como lidam com situações difíceis.

A questão é que sempre existirão situações difíceis na vida e isso aprendemos logo na primeira juventude.

Os pais entendem isso, afinal são adultos que já enfrentaram muita situações e tiveram que encontrar a melhor forma de lidar com tudo.

É por isso que o apoio e a conversa com os filhos é essencial para que criem mais estabilidade emocional. Essa sabedoria implica em passar por situações complicadas sem perder o controle, sem se abalar em demasia.

O que, convenhamos, para o ambiente profissional certamente é uma das competências que farão a diferença na vida do pequeno.

De certo, é justamente nesses momentos que uma criança pode entender como contar com os outros, como pedir ajuda sem se sentir envergonhada e prosseguir de cabeça erguida.

Se todos os adultos fossem capazes de aplicar essas competências, será que não viveríamos em um mundo melhor?

Assim, podemos dizer que as competências que farão a diferença na vida das crianças são as mesmas que podem fazer a diferença em nossas vidas.

O que você acha dessa ideia? Reconhece outras competências que são essenciais na vida das crianças? Comente abaixo.

E, se quiser saber um pouco mais sobre como ajudar no desenvolvimento de seu filho, leia o artigo com 3 soft skills importantes no desenvolvimento de crianças e adolescentes.


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5 passos para desenvolver o raciocínio lógico de seu filho

5 passos para desenvolver o raciocínio lógico de seu filho
Muito se fala nos setores educacionais e pedagógicos da importância de auxiliar o raciocínio lógico das crianças. A necessidade de aprender habilidades cognitivas se enraíza em necessidades que todos temos enquanto pessoas: solução de problemas, criatividade, socialização, etc.

O desenvolvimento lógico depende muito da idade. Crianças que ainda não frequentam a escola, de 3 a 4 anos, estão em um período de exploração baseada exclusivamente na percepção direta do ambiente. Trata-se especialmente da experiência tátil e visual do mundo, em vez de pensamento lógico.

A criança ainda não possui um arsenal de experiência, e de linguagem para coordenar o mundo em termos lógicos. No entanto, é por meio da experiência “crua” que o pensamento lógico se fundamenta. As crianças julgam as coisas pelas aparências, errando e acertando, aos poucos gerando a capacidade de memorizar, contar e medir, aprendendo a viver no mundo.

É somente no estágio de 5 a 6 anos de idade que as crianças começam a entender a relação mais profunda entre a teoria e vida. Ou seja, aprendem a guardar informações na mente, fazem comparações e desenvolvem certa capacidade de organização.

Para contribuir para o raciocínio lógico das crianças, a codeBuddy reuniu alguns passos que podem ajudar os pais a participarem ativamente desse desenvolvimento! Lembrando que essas atividades são indicadas, especialmente, para crianças que estão começando a participar ativamente de brincadeiras e ingressando em escolas.

Incentivando o pensamento abstrato

5 passos para desenvolver o raciocínio lógico de seu filho
O pensamento lógico é, na verdade, um arcabouço composto de diversas outras habilidades. Talvez a mais importante delas seja o pensamento abstrato.

Crianças que não frequentaram a escola ainda não conseguem, por exemplo, estimar quantidades e não conhecem os números como estamos habituados, habilidades que exigem desenvolvimento do pensamento abstrato.

Uma das principais atividades caseiras que auxiliam o pensamento abstrato é a brincadeira com objetos e blocos coloridos. Peça para a criança organizar os materiais da forma que achar mais conveniente. Os filhos poderão arranjar blocos, de diferentes tamanhos, de maneira crescente ou decrescente, ou ainda pela cor, formato ou textura. A escolha organizacional da criança servirá como pista do tipo de afinidade lógica que está desenvolvendo.

Essa atividade ajudará a criança a desenvolver um senso de identificação de padrões de cores, formas e tamanhos. Esse é o princípio do pensamento abstrato.

Normalmente esquecemos, mas os cálculos são baseados em um exercício de comparação. Comparamos um objeto com o número um, para identificar uma medida.

Como ainda estão conhecendo os números, lidar com padrões de contagem não convencionais pode auxiliar o raciocínio lógico das crianças. Um exercício possível é incentivar a criança a calcular a sua altura com uma pilha de livros. Sua altura pode ser equivalente a dez livros, já a mãe pode ter 20 livros de altura e assim sucessivamente. Livros não têm o mesmo tamanho, mas o que importa não é a precisão e sim a habilidade da comparação entre coisas de natureza distinta.

Os pais podem, por exemplo, incentivar que comparem doces espalhados em uma mesa com doces organizados em um pote. Ainda que a quantidade seja a mesma, a criança normalmente irá considerar que existe uma quantidade maior de doces espalhados do que no pote.

Esses exercícios são muito simples e ajudam a diminuir o limite entre a experiência concreta e abstrata. Esse é só um exemplo dos tipos de atividades que podem incentivar a contagem e a noção de medida! Seja criativo(a) para brincar junto com as crianças.

Descobrindo propriedades físicas

5 passos para desenvolver o raciocínio lógico de seu filho
Aliar atividades experimentais à aprendizados a respeito do funcionamento de materiais básicos pode ser um grande passo no raciocínio lógico. Um dos exercícios mais eficazes é brincar com areia e água.

Construir castelos de areia, barragens, ou montanhas são atividades que demonstram as propriedades de líquidos e sólidos. Muita água pode prejudicar a consistência da construção. Pouca água pode fazer um castelo esfarelar, etc. São propriedades muito próximas das utilizadas, por exemplo, na culinária.

Deixar as crianças ajudarem na cozinha (quando já tiverem entre 5 e 6 anos pelo menos) pode ser um grande incentivo no desenvolvimento lógico. Não devem mexer com fogo, mas deixá-las fazer pequenas medidas como “um copo de farinha”, pode ajudar muito a desenvolver habilidades de raciocínio abstrato.

Os pais podem também incentivar as habilidades relacionais da criança com procedimentos simples. Por exemplo, encher dois copos, um com água doce e outro com água e sal, e colocar um objeto para flutuar em cada um. Sabemos que os objetos flutuam com mais facilidade na água salgada. Depois de feito esse experimento, pergunte para a criança onde é mais fácil boiar: no rio ou no mar?

A associação dos copos de água com extensões naturais é um exercício enriquecedor para a paisagem mental da criança. Os professores de física ficarão agradecidos!

A importância da linguagem

5 passos para desenvolver o raciocínio lógico de seu filho
Fazer perguntas para as crianças é uma atitude benéfica pois induz que enfrentem problemas com os quais realmente buscam, com afoito, resolver, às vezes pensando por dias na questão.

Além disso, essa comunicação com os pais têm a grande importância de auxiliar no desenvolvimento linguístico da criança. As palavras dão consistência mental para as coisas, induzindo o desenvolvimento da memória e da percepção da criança, e os pais devem cultivar conversas pacientes e atentas com as crianças, ensinando palavras e incitando que reflitam.

Desde cedo ensine palavras que descrevem formas, tamanhos e texturas. Uma pirâmide tem formato de triângulo, uma bola é um círculo, um dado é um cubo, etc. É interessante também trabalhar com noções como “suave”, “áspero” ou “curvo” e palavras comparativas como “maior”, “menor”, “alto”, baixo”, etc.

Poemas e músicas podem ajudar muito na apreensão divertida de aspectos da linguagem. Músicas voltadas para o público infantil frequentemente induzem movimentos e trabalham com o pensamento lógico. Já os poemas trabalham metáforas, analogias, sonoridades e jogos de palavra que podem auxiliar no raciocínio lógico e em capacidades criativas.

Além disso, livros infantis sempre são grandes companheiros desse desenvolvimento! Lembre-se que a linguagem povoa a mente com palavras que refletem a experiência no mundo.

Incentivar o aprendizado por jogos

Nesse tópico podemos abarcar vários tipos de jogos capazes de auxiliar o desenvolvimento lógico. Alguns dos jogos mais clássicos utilizados em escolas são os jogos de memória e quebra-cabeças, e outros de associação por formatos, como o famoso Tangram.

O jogo da memória tem grandes vantagens como o desenvolvimento da memória visual e pode ser também trabalhado com um deck de cartas comum.

Xadrez e Damas são jogos bem-vindos pela capacidade de desenvolvimento do raciocínio lógico e estratégico. Além disso, jogos de tabuleiro e de montagem como Legos são companhias igualmente divertidas e educativas.

Por último, existem evidências que games eletrônicos podem ser benéficos para o desenvolvimento lógico de crianças (depois dos 3 anos de idade), pois ajudam a desenvolver a capacidade de solução de problemas e de percepção espacial.

Um dos jogos recentes mais famosos no desenvolvimento lógico infantil é o Minecraft (leia mais a respeito de nossa visão sobre o Minecraft aqui). Jogos clássicos como o Tetris e Pacman, além de novos jogos puzzle para celulares e tablets, podem ser bons para o desenvolvimento, desde que sejam jogados com moderação.

Ensino de tecnologia

5 passos para desenvolver o raciocínio lógico de seu filho
A tecnologia está cada vez mais inserida em nosso cotidiano e também na vida das crianças. Apesar de muitos pais temerem os efeitos negativos que essa onda pode gerar em seus filhos, existem formas pelas quais a tecnologia pode ser uma grande aliada na educação dos filhos.

Com suas telas interativas, por exemplo, tablets e celulares permitem que as crianças interajam de maneira tátil com o conhecimento, por meio de aplicativos educacionais e games voltados ao desenvolvimento infantil.

Uma faceta pouco explorada no desenvolvimento lógico via educação tecnológica é o ensino de programação para crianças. Essa atividade é rodeada de qualidades que desenvolvem o pensamento lógico: resolução de problemas, pensamento abstrato, capacidades de cálculo e desenvolvimento da criatividade.

Além disso, o aprendizado de programação contribui para uma noção interna da maneira como se desenvolve a tecnologia, inserindo a criança na própria raiz do desenvolvimento. Além de brincar com gadgets e com a internet, elas começam a pensar junto com os aparelhos, assim como brincar com blocos permite que sua relação com a própria casa seja mais complexa, ativando o pensamento abstrato.

Existem muitas formas de desenvolver o pensamento lógico das crianças e essas foram as dicas da codeBuddys de hoje!


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Que tipo de inteligência seu filho tem?

E isso acontece porque essa classificação é um tanto injusta. Ela frustra pais de crianças que não se encaixavam no modelo padrão de avaliação e pré-determinavam como a criança seria sem considerar os demais tipos de inteligência.

Aliás, já ouviu falar sobre o assunto? A psicologia e o estudo do desenvolvimento humano constatou, por meio de diversas pesquisas, que é impossível limitar a inteligência humana a uma só. Indivíduos tem preferências e habilidades diferentes, algumas que as escolas nem ensinam, o que naturalmente geram diferentes necessidades para os processos de aprendizagem.

Foi Howard Gardner que falou primeiro sobre a identificação de até nove tipos distintos de inteligência. São eles:

  • Lógico-Matemática;
  • Espacial;
  • Musical;
  • Linguística;
  • Intrapessoal;
  • Interpessoal;
  • Corporal;
  • Naturalista;
  • Existencial.

A estes tipos, Daniel Goleman adicionou a tão falada Inteligência Emocional. De qualquer forma, cada uma delas tem suas particularidades e dificilmente um humano contém apenas um tipo de inteligência.

É natural que algum tipo se sobressaia frente às demais, mas elas basicamente funcionam de forma complementares. E, é claro, alguns desses tipos precisam de mais esforço para serem desenvolvidas.

Independentemente do tipo, todas apresentam um problema a ser resolvido, e a inteligência ligada àquela área é que permite que a criança proponha soluções ou inovações para a resolução do problema.

Inteligência Lógico-Matemática

Esta inteligência sempre esteve no eixo principal das avaliações das capacidades das crianças. Os testes de Q.I. inicialmente se dividiam em questões de linguística e de lógica.

Seu estímulo e habilidade começam nos primeiros anos de vida da criança, e vai evoluindo conforme o crescimento. A ideia central é sempre voltada para a inovação, ou seja, novas formas de fazer as mesmas ou novas coisas. Parece bastante com o que conhecemos da cultura maker, certo?

A montagem de blocos numa sequência lógica por crianças menores ou o levantamento de hipóteses e cálculos de complexidade diversas são maneiras de estimular a inteligência lógico-matemática.

Por isso, algumas escolas utilizam ramos da matemática aplicada para desenvolver situações de lógica e raciocínio para crianças. Um bom exemplo disso é a teoria dos jogos, na qual situações são apresentadas para crianças de diversas maneiras, e elas precisam propor resoluções nas quais todos os “jogadores” ganham ou perdem menos.

Conheça 5 formas de desenvolver o raciocínio lógico do seu filho neste outro artigo.

Inteligência Espacial

Associa-se ao raciocínio a partir de um posicionamento ou de uma estrutura. É identificada em carreiras como engenharia e se complementa à lógico-matemática.

Também é bem comum aparecer mais em arquitetos, artistas plásticos e pilotos de avião, cujo desenvolvimento das noções de espaço, objeto e posicionamento determinam uma construção ou trajetória.

O estímulo para essa inteligência contempla os questionamentos de formas e materiais, como construção de maquetes e quebra-cabeças. Atende basicamente quaisquer estudos realizados em ambientes físicos ou virtuais a partir de pontos estratégicos. Noções essas que jogos como o Minecraft estimulam a todo momento.

Inteligência Musical

Amy Winehouse, Kurt Cobain, Vance Joy, Elis Regina, Beethoven — não importa o gênero musical, todos eles possuem uma inteligência destacada em comum. Apreciar, estudar, compor e tocar são habilidades da inteligência musical.

Mas não apenas isso, ela também está associada aos grandes atores, devido ao trabalho de voz e aos diferentes timbres necessários para encerar sentimentos. Em qualquer um desses casos, é necessário saber ouvir, compreender e, principalmente, dominar sons para reproduzir com exatidão.

Pode soar estranho para alguns, mas esse processo criativo também está ligado à matemática (por meio das notas musicais). O melhor exemplo disso está na perfeição de uma orquestra em plena sintonia. Por isso, este tipo também está associado à inteligência lógico-matemática.

A importância das aulas de musicalização para crianças de até 5 anos, e de música para as com mais de 5 anos, vem daí. Até porque esses aspectos estão muito ligados à disciplina e perseverança, fatores essenciais para a vida adulta.

Inteligência Linguística

Outro conhecimento que sempre esteve presente no eixo de análises de capacidades, a inteligência linguística está associada ao aprendizado da fala, leitura e desenvolvimento de conteúdo na língua pátria e o aprendizado de outras línguas.

Profissionais como escritores, tradutores, jornalistas, juristas e diplomatas normalmente possuem esta inteligência bem desenvolvida. Os poetas também utilizam o recurso da sonoridade para a criação de suas obras e, por isso, também costumam ter a inteligência musical bem apurada — já imaginou ler Camões sem todas as métricas corretas?

Por ser explorada de forma mais intensa pelas escolas, a inteligência linguística vem passando por mudanças constantes pela forma de estimular as crianças em processo de aprendizagem, até porque as crianças se cansam facilmente de formas de ensino tradicionais.

Com as inovações e as tecnologias da nova era, outras formas de linguagem estão sendo criadas e apresentá-las para as crianças de forma lúdica e envolvente também é importante e necessário para que elas acompanhem e façam parte desta evolução.

Inteligência Intrapessoal

O reconhecimento de seus potenciais e limitações, dos seus sonhos e desejos é o ponto central da inteligência intrapessoal. Esta habilidade é importante para todas as áreas profissionais e pessoais de um indivíduo, pois o permite planejar seus objetivos ciente de quais arestas precisarão ser aparadas.

Ela normalmente é percebida em conjunto com uma das outras inteligências que são reconhecidas. Como em uma criança que tem o objetivo de comprar uma bicicleta através dos seus esforços de vendas de brigadeiros por exemplo. Ela compreende que precisa ter um bom produto e ter a capacidade de vendê-lo. Mas se não tiver uma dessas outras duas habilidades, precisará encontrar outra maneira de conquistar seu objetivo.

Somando ao auto-conhecimento, existe também a maior capacidade de manter-se confiante e motivado, pois ao saber escolher suas melhores habilidades para executar seu plano, a criança terá consciência da possibilidade de sucesso ou não.

Estimular a inteligência intrapessoal é de extrema importância para o aspecto psicológico da criança. Ela precisa se sentir confiante em relação à suas habilidades e também ser capaz de compreender seus sentimentos frente a um problema. No caso da inteligência intrapessoal o problema é o sentimento que a criança está sentindo e buscar uma solução ou entendimento para este problema é a forma de exercitar a inteligência em questão.

Muitas vezes este estímulo é obtido através de consultas com psicólogos e terapeutas, algo bem comum porque, é claro, somos seres humanos e, portanto, somos complexos.

Inteligência Interpessoal

É o domínio da comunicação e das relações com outros indivíduos. A criança que possui essa habilidade mais desenvolvida tem mais empatia com outras pessoas e também demonstra ser mais simpática.

Por esses motivos, ela consegue envolver todos para buscar a solução do problema em conjunto e também se envolve mais nos dilemas de outras pessoas.

O indivíduo que possui a inteligência interpessoal bem desenvolvida é mais solidário e sabe entender as dificuldades dos outros. Com sua empatia, tenta ajudar na solução do problema do outro.

Liderança ou habilidade de convencimento, a inteligência interpessoal possibilita que o indivíduo execute bem as funções políticas, de gestão, psicologia e terapias em geral, pois da mesma forma que consegue expressar bem suas idéias, também consegue compreender as outras pessoas e ajudá-las.

O estímulo é dado através de tarefas em grupo e também em projetos aonde a oratória será explorada, como a apresentação de um trabalho escolar. Esse domínio interpessoal também está associado à inteligência linguística, pois é necessário compreender a melhor maneira de transmitir uma informação para envolver os outros interlocutores.

Inteligência Corporal

Ter pleno controle dos movimentos corporais, esse é o cerne da inteligência corporal. Em uma análise superficial, esse domínio seria atribuído à atletas das mais diversas modalidades e bailarinos. Mas ela também se aplica a cirurgiões e chefs de cozinha que precisam trabalhar com firmeza e perícia nos movimentos das mãos.

As crianças também recebem estímulos obrigatórios por currículo nas escolas, e muitos pais buscam atividades tradicionais extracurriculares como futebol, judô e ballet para estimular ainda mais estas habilidades.

Isso é muito positivo, pois acima de tudo, o conhecimento corporal favorece na execução de todas as outras habilidades possíveis, além de trazer outros ensinamentos como a disciplina, o cuidado com a alimentação e o impacto que ela pode ter no desempenho do corpo.

As tecnologias atuais também ajudam a estimular cada vez mais o controle do corpo, desde os games de simulação de esportes, até mesmo os equipamentos que analisam a performance dos atletas que são os ídolos das crianças.

Inteligência Naturalista

Seguindo a lógica de Gardned em relação a descrição de inteligência que diz que ela é a forma com que a criança apresenta a solução para um problema, o domínio do conhecimento sobre a natureza e seus fenômenos é fundamental para geógrafos e agrônomos, que precisam extrair do meio ambiente todos os insumos que a sociedade precisa, sem porém destruir a fonte.

É preciso compreender os possíveis impactos ambientais das ações dos homens e sugerir medidas alternativas e menos destruidoras. Esta definição de inteligência foi incorporada posteriormente por Gardned, e é cada vez mais urgente explorar isto na mente das crianças.

Projetos escolares que envolvam a preservação do meio ambiente, a conscientização ecológica e a valorização do reaproveitamento são excelentes estímulos para provocar os questionamentos certos nas crianças.

Mais uma vez o problema da necessidade de preservação da natureza é apresentado à elas e a busca por uma solução é o caminho para o desenvolvimento desta habilidade.

Inteligência Existencial

O questionamento do seu real propósito. Alguns estudiosos relacionam com a fé e as crenças, mas ela também envolve o entendimento das motivações pessoais e das motivações que poderão mobilizar um grupo de indivíduos.

Filósofos e professores precisam exercitar diariamente este domínio de conhecimento para cativar seus alunos. E usar pensamentos de grandes filósofos e questões da atualidade também podem provocar reflexões nas crianças e adolescentes. Mais uma vez a Teoria de Jogos pode ser aplicada.

A Teoria das Inteligências Múltiplas e as Escolas Tradicionais

Como pode ser visto, todas elas podem se complementar, e todas possuem uma aplicabilidade e uma forma de estimular. O currículo das escolas tradicionais precisaria de muitas alterações para englobar todos os nove tipos de inteligência propostas na Teoria das Inteligências Múltiplas.

Por isso, cada vez mais se torna necessário explorar conhecimentos extracurriculares, fazendo com que as crianças consigam compreender suas próprias habilidades desde cedo e se frustrar menos com modelos antigos de avaliação.

Temple Grandin, uma psicóloga com Transtorno do Espectro Autista e PHD em Agronomia, falou em sua palestra do TED que os cérebros normais ignoram os detalhes para compreender a informação como um todo, e que o cérebro dos autistas funcionava ao contrário, concentrando-se nos detalhes.

Essa perspectiva começa a mudar a partir do momento que se compreende que, identificando as inteligências de uma criança, é possível estimulá-la de maneiras diferentes, levando-a a compreender tanto o todo quanto os detalhes.

A nova proposta de estudo, que algumas escolas vêm testando ao redor do mundo, torna o período menos frustrante para a criança. Afinal, permite que ela desenvolva seu potencial em forma de projetos, com início, meio e fim.

É importante ressaltar que, com instrumentos simples e embasamentos corretos, crianças terão suas habilidades desenvolvidas e monitoradas em ambiente seguro, dentro dos limites que a idade permite.

Lidando com o tipo de inteligência do seu filho sem pressioná-lo

O ideal é proporcionar aos filhos todas as possibilidades de estímulos que o façam questionar os padrões e respostas atuais sem incluir expectativas suas enquanto mãe ou pai.

É preciso fazê-los pensar em respostas diferentes para um problema que já foi solucionado, permitir que ele vivencie e experimente as mais diversas maneiras de estimular cada uma destas inteligências com total autonomia, ainda que sejam guiados durante estes processos.

No meio do papel das escolas tradicionais e das escolas que se propõem a ir além, cabe aos pais ensinar o certo e o errado tendo consciência de que isto é também provocar o sentimento de olhar para o mundo, para as pessoas, e ajudar.

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Como estimular o pensamento lógico infantil

Você já deve ter ouvido falar que bebês são como esponjinhas: capazes de absorver tudo ao seu redor. A frase não só é realista, como marca que o pensamento lógico infantil começa logo cedo, nos primeiros meses de uma criança.

Isso se reflete na consciência que tomam de suas ações, como que determinada gracinha faz a mamãe sorrir, e de seus movimentos. O pegar e largar de brinquedos não é sem sentido, é reconhecimento do próprio corpo e resposta a estímulos, vontades e desejos que ainda não são postos em palavras.

Não é para menos que cada vez mais se comprova que esses primeiros momentos são determinantes para o crescimento daquele humano. O toque no recém-nascido, os jogos e brincadeiras tanto individuais quanto em conjunto… Todos eles têm sua função e moldam o pensamento. Neuropediatras confirmam: a compreensão dos bebês é muito maior do que inicialmente se espera.

Além da carga genética

Vale ressaltar que raciocínio lógico e QI (quociente de inteligência, ou seja, o quanto uma pessoa é inteligente) são coisas completamente diferentes. Enquanto o QI envolve genética, o desenvolvimento do raciocínio lógico infantil pode ser estimulado independentemente disso.

Começa nas diversas vivências da criança, que favorecem novas conexões neurais e uma comunicação mais ou menos exigente do bebê, da criança e do jovem adolescente. E você sabia que cada estímulo contribui para uma área diferente do cérebro?

  • O lobo frontal

Responsável pelos movimentos voluntários, comportamento, emoções e planejamento. Para estimulá-lo, experimente a dança, a leitura e a prática de esportes.

  • O lobo temporal

Processa os sons, inclusive os da linguagem, sendo também responsável pela memória. Estimule-o por meio da leitura de histórias e letras de músicas, aprenda um novo idioma e a tocar um instrumento musical.

  • O lobo parietal

Responsável pelo tato, bem como pelas habilidades matemáticas e espaciais (distância e medidas, por exemplo). Uma boa maneira de estimular essa região é com brincadeiras que diferenciem diferentes superfícies e texturas, bem como atividades como palavras cruzadas e/ou o famoso sudoku.

  • O lobo occipital

Responsável pela percepção visual. Utilizar brinquedos com luzes diferentes, ilustrações comuns e em 3D, objetos coloridos, videogames, entre outros, são as melhoras formas de estimular a região.

Como estimular o pensamento lógico infantil

Brincando de aprender

Pensadores e teóricos da pedagogia defendem que a participação ativa do aluno nas atividades pedagógicas é essencial para que o aprendizado se dê de forma natural. Quanto mais natural ele for, mais facilmente será internalizado. E é esse o objetivo, certo?

Partindo desse princípio, esses mesmos pensadores encaram a utilização de jogos e brincadeiras na aprendizagem como um agente que possibilita que o pensamento do sujeito seja colocado em ação. É assim que se favorece uma nova maneira de pensar.

Em outras palavras, estamos dizendo que, ao entrar no contexto do jogo ou da brincadeira, a criança compreende sua lógica de forma natural. Literalmente aprende enquanto se diverte.

As funções dos jogos e das brincadeiras no processo de aprendizagem, portanto, vão além de fornecerem instrução. Suas funções englobam, hoje, o desenvolvimento da criatividade e da intuição e ensinam a proatividade às crianças.

Favorecem, também, o pensamento independente e a capacidade de transpor obstáculos de maneiras criativas. Está vendo como isso se conecta diretamente com o mundo no qual estamos vivendo? Um mundo que, cada vez mais, exige soluções criativas para problemas complexos.

E sabe o que é mais interessante nisso tudo? Todos esses benefícios são acrescentados ao prazer de realização da tarefa, fator determinante para que haja o aprendizado. A conhecida sensação de recompensa, aquela que, mesmo enquanto adultos, buscamos incessantemente.

Como estimular o pensamento lógico infantil

Estimulando o pensamento lógico infantil

Muitos jogos comuns de tabuleiro são ferramentas importantes e muito eficazes na estimulação da lógica em uma criança (e, na maioria das vezes, até mesmo em adultos). É bem provável que você tenha alguns deles guardados em casa. Portanto, hora de espanar a poeira e colocar a criançada para pensar brincando! E que tal brincar junto?

  • Dominó

Os modelos mais antigos trazem apenas números representados por bolinhas que devem ser ligadas. Hoje em dia, os dominós são coloridos e têm texturas diferentes. Agora, se você quer incrementar a brincadeira, proponha a construção de um dominó! Diversão e aprendizado garantidos! E, ah, LEGO também está valendo, viu?

  • Quebra-cabeças

Com o óbvio objetivo de quebrar a cabeça para encaixar as peças da forma correta, ele pode ser um baita desafio para pessoas de qualquer idade. No mercado, é possível encontrar quebra-cabeças para crianças a partir dos dois anos de idade, com pelas maiores e coloridas para evitar acidentes e manter a criança atenta.

Para os mais velhos, prefira os que têm peças menores e mais numerosas, o que dificulta a montagem e estimula o pensamento.

  • Jogo da memória

Você lembra tudo que viu há poucos momentos atrás? Se para adultos isso já é difícil, imagina para uma criança que ainda está desbravando o pequeno mundo ao seu redor e se distrai com facilidade. Além de, é claro, estimular a memória, este jogo ainda permite que os pequenos deem asas à própria criatividade!

  • Jogos de sequência lógica

Composto por figuras que representam a ordem de uma cena, seu objetivo é que crianças consigam colocá-las na ordem correta, de forma que faça sentido. Para as crianças mais velhas, a brincadeira pode ser feita com números e operações matemáticas: ótimos para prepará-las para os desafios do futuro.

  • Caça-palavras

É possível comprar livrinhos repletos de caça-palavras, mas, mais uma vez, fazer um é bem mais divertido, principalmente para as crianças em fase de alfabetização. Para os maiores, resolver sudokus e palavras cruzadas também estimulam a memória e o pensamento lógico.

As opções de brincadeiras para estimular o pensamento lógico infantil são inúmeras. O mais importante é compreender que o aprendizado e a brincadeira podem (e devem!) andar lado a lado no desenvolvimento cognitivo das crianças. Os benefícios serão, certamente, levados para a vida toda!

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Dicas para expandir a criatividade

Segundo o dicionário, criatividade significa “originalidade; qualidade de quem tem capacidade, inteligência e talento para criar e inventar na área em que atua”. Agora ficou fácil entender porque expandir a criatividade é tão importante, não é?

Em outras palavras, é possível ser criativo tanto nas artes visuais quanto na matemática ou no raciocínio lógico. E é isso que nos faz avançar em direção a novas soluções para problemas antigos.

Muitas vezes ela parte do “e se”. E se em vez de fazermos as coisas da forma como sempre fizemos, optarmos por um caminho diferente? O que nunca foi feito está aí para ser testado, adaptado e executado.

Por isso, selecionamos algumas dicas para quem quer sair da rotina e pensar diferente. Acompanha só:

1. Mude o foco

expandir a criatividade fica fácil quando mudamos o foco

A primeira atitude é ver tudo sob outro ponto de vista — mas sem pressão! Não é necessário ter boas ideias todos os dias ou se sentir inspirado de forma rotineira. Na verdade, quanto mais natural deixarmos as situações fluírem, melhor.

Experimente prestar atenção aos detalhes quando fizer o mesmo caminho que faz todos os dias. Observe aquela igreja que você já viu tantas vezes que parece sem graça, preste atenção às inconstâncias da calçada e note como uma criança (talvez, quem sabe, a sua) fica satisfeita com pouco.

A técnica parece simples demais, porém é justamente ela que nos faz desconectar da pressão de criar algo significativo e perceber o que passa desapercebido.

Não à toa Albert Einstein largava tudo e se rendia às atividades rotineiras quando não conseguia resolver uma equação ou provar alguma de suas teorias. Mudar o cenário faz maravilhas à nossa mente!

2. Ande sempre com papel e caneta

treine sua criatividade ao escrever ideias soltas no papel

Sabe quando você está indo almoçar e tem aquela ideia incrível? Ou quando você para no sinal e se questiona: por que nunca fizeram algo assim?

Andar com papel e caneta é ponto chave para não deixar boas ideias escaparem. A criatividade não vem com hora marcada e, se deixada para depois, perde o timing e permite que deixemos nossos julgamentos tomarem conta das iniciativas.

Anote absolutamente tudo que pensar de diferente no papel. Algumas ideias poderão fazer você rir depois, mas outras com certeza valerão a pena explorar.

Aliás, estimule seu filho a fazer o mesmo. Ouça suas ideias e não importa o quão ridículas elas possam parecer, instigue-o a pensar mais e ir além por meio de elogios e frases como “eu realmente nunca tinha visto as coisas desta forma!”.

3. Sonhe

 sonhe alto e sonhe grande para expandir a criatividade

Ah, os adultos. Acostumados à rotina, preocupados em pagar as contas, tentando encaixar todas as atividades em 24 horas (sendo pelo menos 8 de sono se formos otimistas) e sempre ocupados demais, deixando os sonhos para depois.

Mas quando foi que aprendemos que há data limite para ele? Só até, o que, os 25 anos podemos sonhar? Aqui a ideia é fazer o movimento contrário: permita-se imaginar o que você gostaria, sem filtrar a informação pautando-se na realidade de atingi-la ou não.

Sonhe alto e grande. Sinta o ânimo e a esperança te moverem em direção a novos caminhos. Esqueça o filtro, deixe as metas e objetivos para depois. Feche os olhos e se permita sentir.

Inclusive, sonhe junto com seus filhos e cultivem juntos esses sentimentos bons, pois eles mantêm o caminho aberto para que a criatividade flua livremente, de forma espontânea.

O questionamento como forma de expandir a criatividade

Sabe aquela fase de perguntas das crianças? Quando tudo precisa de um motivo e o “por quê?” é tão comum que nós, adultos, às vezes ficamos sem resposta.

Aceite isso e experimente voltar um pouco no tempo e fazer o mesmo. As perguntas servem para nos ajudar a compreender o significado das coisas e o impacto delas em nossas vidas.

Deixe de aceitar as pequenas verdades que chegam por whatsapp e, mais uma vez, pergunte. Entenda. Explore. Pesquise. Não é para menos que as fake news ganharam tanta força: temos tanto a fazer que sentimos preguiça de confirmar informações que chegam daqueles em quem confiamos.

Entretanto, faça diferente. Verifique e não deixe a criatividade se perder. É respondendo os porquês que nos deparamos com novos (e incríveis) significados. Em suma, saia da zona de conforto!

A criatividade traz benefícios para todos os setores da nossa vida. Então, está esperando o que para reacender essa chama dentro de você?


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A melhor forma de educar uma criança ainda é pelo bom exemplo

A melhor forma de educar uma criança ainda é pelo bom exemplo

“Uma atitude vale mais que mil palavras”. Todos já se depararam com essa máxima do bom exemplo em algum momento da vida, não é mesmo?

Cortella defende a construção de uma convivência mais ética dentro e fora das escolas. E, para que isso aconteça, é preciso que os pais assumam responsabilidades no assunto e desempenhem bem as suas partes.

Em outras palavras, é preciso compreender que a difícil tarefa de educar um filho começa em casa. Quem melhor que nossa referência para mostrar o melhor caminho, certo?

A gente sabe que a teoria parece fácil, mas o dia a dia exige determinação e paciência. Por isso decidimos trazer o bom exemplo para a nossa pauta.

Impôr limites é necessário e deve ser feito com amor

um bom exemplo começa em casa, na família

Infelizmente, muitos pais se sentem culpados por não poder passar mais tempo com os seus filhos. A rotina de trabalho e contas a pagar pesa e nem sempre é possível se fazer muito presente. Isso não significa, entretanto, que deem ser permissivos demais.

Isso porque essa simples atitude causa um malefício enorme na vida da própria criança, especialmente quando ela cresce. Entendemos que seja uma atitude bem intencionada, mas é também ela que cria adultos mimados e incapazes de lidar ou aceitar os “nãos” que a vida sempre dá.

Por isso, impôr limites não é privar os filhos de prazeres, mas certificar de que os valores sejam transmitidos com eficácia.

Queremos que os pequenos se tornem melhores versões do que nós somos hoje e, para isso, precisamos ser honestos ao apresentar o que é certo e errado. Especialmente quando cometemos um erro.

Desde cedo, crianças espelham os gestos da mãe. Sendo assim, evite explicar em muitas palavras os conceitos morais e mostre, por meio de suas ações, demonstre posturas corretas. Isso deve ser praticado na convivência e no respeito a si mesmo e ao próximo.

Certo versus errado

Em abril de 2015, o professor Mario Sergio Cortella apresentou a palestra “Como construir uma convivência mais ética no nosso dia a dia? Reflexões urgentes para pais, docentes e educadores”.

Baseada no livro Educação, Convivência e Ética, publicado pela Cortez Editora, ela responde algumas perguntas essenciais sobre a dinâmica familiar e seus efeitos na vida adulta das crianças.

Isso porque comprovou-se que crianças observam e recebem influência do comportamento de seus pais e educadores, mesmo que não seja dito claramente a elas o que é certo e o que é errado.

De acordo com o professor Cortella, a ética na família vai além de determinar o que é adequado e o que não é. A ética representa uma reflexão sobre o motivo que leva você a fazer aquilo que faz.

Isto significa que é preciso que pensemos se as nossas atitudes são benéficas para nós e para os outros ou se são boas para nós, mas prejudicam os outros.

“É preciso formar pessoas na vida que entendam que ser decente não traz todas as vantagens que quem não é decente obtém imediatamente, mas que traz muitas outras que persistem no tempo, e que o indecente não conquista”.

Mario Sergio Cortella

O grande problema, aos olhos do professor, é que os pais não estão passando para os filhos a noção de esforço, o que é prejudicial às suas formações morais:

“Se uma criança não foi formada aprendendo a valorizar a ideia de esforço, ela vai achar que as coisas acontecem como mágica, que não é preciso correr atrás de nada.”

A responsabilidade da escola

crianças estudando juntas

É necessário haver uma parceria entre família e escola. Muitos pais persistem na ideia de que se pagam uma mensalidade alta, a escola deve educar seus filhos. Isso é um equívoco.

O valor da mensalidade se refere ao valor pago pela prestação de um serviço, que é instruir os alunos. Escolarização e educação são coisas diferentes.

A educação, a ética e os valores são responsabilidades da família e — quem diria? — são gratuitos! Ensinar o filho a respeitar seus colegas e seus professores, por exemplo, não custa nada e é dever dos pais!

Família e escola são instituições que representam papéis diferentes na vida de uma mesma criança. Por isso, a parceria entre as duas instituições é fundamental para que a consolidação dos valores éticos seja realizada.

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Cultura maker: a criatividade e a tecnologia vão dominar o mundo

As grandes potências mundiais, como os Estados Unidos, surgiram por causa dos makers: pessoas curiosas e dotadas de espírito engenhoso e empreendedor cujas naturezas livres deram início às novas indústrias. Já deu pra entender um pouco o que cultura maker significa, não é?

A verdade é que a cultura maker sempre esteve presente em nossas vidas, porém agora ela se tornou uma tendência mundial que chegou para revolucionar as instituições de ensino e trazer uma infinidade de novas possibilidades para os futuros integrantes do mercado de trabalho.

O movimento tem ganhado tanta expressão que uma feira para celebá-lo foi criada. E ela é incrível!

A Feira Maker

Dale Dougherty, um amante da tecnologia e editor da Revista MAKE, criou o maior evento de DIY (Do It Yourself ou Faça Você Mesmo) do mundo. Chamada de Maker Faire, ou A Feira Maker em tradução livre, seu objetivo é celebrar a inovação, a criatividade e o uso da tecnologia no nosso dia-a-dia.

O que é exatamente a Maker Faire?

Ela pode ser definida em três partes: feira de ciências, feira de cultura pop e algo tão novo e revolucionário que ainda não tem nem definição. Sentiu um friozinho na espinha? Eu senti. A possibilidade de explorar o infinito parece extraordinária sob um novo ponto de vista.

É um evento para todas as idades, que reúne entusiastas da tecnologia, artistas, educadores, curiosos, engenheiros, clubes de ciências, autores, alunos e até comerciantes. Todos os quais são considerados makers fazem parte dela.

Afinal, eles vão à feira para expôr o que criam e compartilhar com o resto do mundo o que aprenderam com suas experiências. Eles falam sobre sucesso e fracasso, sobre processos de criação e de realização de projetos. De usar a tecnologia em nome de algo grandioso, bom e maduro.

A primeira Make Faire aconteceu em 2006 e provou o quanto o assunto interessa as pessoas. Oito anos depois, em 2014, a edição de feira que aconteceu em Nova York teve um público recorde de 215 mil pessoas!

Nós somos MAKERS

cultura maker e criatividade

De acordo com Dale Dougherty, “todos somos makers por natureza, mesmo que não tenhamos desenvolvido essas características”. Isso quer dizer que todos nós temos o poder, em nossas mãos, de inventar.

Todos temos a habilidade de entender como cada coisa funciona, tocando, montando e desmontando tudo o que está a nossa volta. É essa capacidade de explorar o que está ao nosso alcance que confirma a famosa frase de Aristóteles:

“É fazendo que se aprende e fazer aquilo que se deve aprender a fazer”.

Obviamente, o filósofo não estava se referindo à cultura maker, pois naquela época isso era uma coisa inimaginável. Todavia, a realidade é que a frase é a que define melhor o conceito do que consideramos cultura maker, assim como a sua aplicação às metodologias de ensino.

Fato é que, se voltada ao ensino, pode ser explorada desde os primeiros anos na vida escolar, pois já está mais do que comprovado o incrível potencial de criação e criatividade das crianças.

No entanto, um grande diferencial capacita ainda mais as novas gerações de alunos: eles nasceram em plena ascensão da internet e a familiaridade com os mais variados dispositivos acabou permitindo que a tecnologia já fosse algo inerente às suas naturezas.

Liberdade de ação e pensamento como facilitadora do ensino

Acabar com a sala de aula tradicional é o primeiro passo para desenvolver a criatividade e pôr em prática os princípios do movimento maker. E, não se preocupa, ninguém sai perdendo. Professores têm seu papel garantido nessa revolução.

A criança precisa ter liberdade para agir e pensar na hora de aprender para que possa desenvolver meios próprios para internalizar o conteúdo passado. Uma sala de aula que lhe possibilite tal liberdade é determinante para que a criança tenha maior motivação para aprender e passe a produzir mais.

Ter liberdade de ação não significa que a criança pode fazer o que quiser, inclusive não fazer nada. A liberdade, dentro dos princípios da cultura maker, tem a ver com a capacidade da criança em desenvolver seus próprios métodos de aprendizado.

Em outras palavras, ela terá liberdade para utilizar o que está a sua volta para entender o conteúdo que está sendo passado. Liberdade, portanto, é desvencilhar-se do formato tradicional de ficar sentada copiando conteúdo da lousa e acatando as explicações dos professores como se fossem verdades absolutas. É, então, questionar.

A criatividade e a tecnologia andam de mãos dadas com a cultura maker

criatividade e tecnologia na cultura maker

Já entendemos que um maker se utiliza da tecnologia para dar asas à sua imaginação e colocar em prática uma ideia, certo? É com o auxílio da tecnologia que o pensamento criativo poderá ser testado e colocado em funcionamento.

Impressoras 3D, drones, uso da inteligência artificial e outros recursos são os responsáveis por colocar as ideias de nossos pequenos inventores em prática.

Embora ainda restritos, os recursos da cultura maker, aos poucos, vão ficando mais acessíveis a todos. Hoje, o projeto Garagem Fab Lab, que ganhou notoriedade após sua divulgação no Fantástico, da Rede Globo, já está espalhado por várias cidades brasileiras.

A boa notícia é que, em São Paulo, já é possível encontrar o Fab Lab Livre SP, quatro laboratórios municipais que estão localizados em lugares estratégicos como no centro da cidade e no extremo leste (Itaquera, Cidade Tiradentes e Penha) para alcançar grande parte da população que não pode frequentar um colégio particular com tais recursos.

A mudança veio para ficar

Não devemos nos assustar ou resistir às mudanças. Muito em breve, os primeiros alunos formados por metodologias de ensino baseadas no desenvolvimento da criatividade aliada à tecnologia estarão surgindo e nos apresentarão um horizonte inteiramente novo e melhor!


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Ensinando o seu filho a ter paciência

“A paciência é uma virtude”. Pare e reflita: ainda é possível afirmar isso?

É comum que pais e mães de algumas gerações atrás comentem que, quando eram crianças, o tempo demorava a passar e as coisas aconteciam lentamente. Esperavam a hora de ir à escola, de voltar para casa, das refeições, de assistir TV, pelos finais de semana e feriados, etc.

Não vou dizer que pais e mães tinham mais paciência, mas, por outro lado, não havia outra coisa a fazer, exceto esperar. E, por isso, suas paciências eram colocadas à prova todos os dias, a todo instante. Hoje, quando se percebe, acabou a semana, o mês, o ano…

Essa “rapidez”, entretanto, não é sentida somente pelos pais. As crianças desta geração já nasceram em um mundo hiperconectado e imediatista. Direta ou indiretamente, pode-se afirmar que o advento da internet moldou um novo comportamento.

Se alguém quer algo, basta pegar o smartphone ou tablet e pronto! Como ensinar seu filho a ter paciência, então?

O imediatismo como consequência da modernidade

Impossível negar os benefícios que a tecnologia proporciona, mas, de certa forma, fizeram com que a paciência diminuísse à medida que a comodidade aumentava.

Como? Explico. O jantar é aquecido em apenas 30 segundos no micro-ondas; os desenhos estão no ar 24 horas por dia, 7 dias por semana na TV. A internet nunca dorme, o jogo está a um console de distância. Esperar para que se podemos só fazer o tempo “acelerar”?

Essa situação é ainda mais agravada pelos pais que, se sentindo culpados por terem que trabalhar e passar a maior parte do tempo longe dos filhos, não permitem que as crianças vivenciem algo que as frustre. Mal sabem que estão fazendo um grande desserviço aos filhos.

Com isso, as crianças inquietas e impacientes se tornarão adultos incapazes de serem contrariados e que buscarão sempre um jeito de conseguirem o que quer, não importa como. E a solução não pode ser apenas apontar dedos, especialmente se passamos nós mesmos tanto tempo repetindo os mesmos hábitos.

Portanto, pergunta que fica é: em que momento eles aprendem que é preciso ter paciência?

A proibição não é a saída

ensinar seu filho a ter paciência

Calma lá! Não adianta sair correndo e proibir seu filho de todo e qualquer contato com a tecnologia. Não é assim que as coisas funcionam! As facilidades são uma realidade e é preciso ensinar a conviver com elas de forma pacífica.

O objetivo deve ser conciliar o aproveitamento das facilidades da vida moderna e a convivência educada em sociedade. E, assim, estabelecendo e colocando em prática os valores de cada família e da sociedade como um todo.

Para que isso aconteça é importante criar oportunidades para que, desde muito pequenas, as crianças possam exercitar a paciência.


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Como ensinar seu filho a ter paciência?

como ensinar seu filho a ter paciência

Assim como a educação, a paciência começa em casa e é papel dos pais ajudarem seus filhos a saber esperar. A paciência na vida adulta, como sabem, é fundamental.

  • A primeira dica serve, na verdade, para tudo quando o assunto é a educação dos filhos: seja um exemplo. Sim, uma atitude vale mais que mil palavras, principalmente quando se quer ensinar algo às crianças.

É impossível cobrar paciência do filho se você não a tem. Portanto, a ordem do dia é vigiar o seu comportamento e mostrar às crianças, por meio de atitudes, que em certos momentos é preciso esperar.

  • Estabelecer prazos é essencial. Se seu filho quer muito um brinquedo ou jogo de vídeo game, faça com que ele espere até o aniversário (ou dia das crianças, ou Natal) para ganhá-lo. Monte um calendário especial e o ajude a contar quantos dias faltam para conseguir o que ele quer.
  • Aliás, você pode criar um calendário para marcar, além das datas especiais como os aniversários, datas para viagens ou algum passeio especial. Peça para que ele consulte o calendário da família todos os dias.
  • Mostre aos seus filhos que o cotidiano é feito de rotina. Ao buscá-lo no colégio, por exemplo, passe com ele na farmácia e no mercado para comprar algo que faltou, coisas simples do dia a dia. Ao participar da rotina diária da família, ele começa a compreender que há hora e momento para tudo.
  • Na hora das refeições, somente comecem a comer quando todos estiverem sentados à mesa e prontos. A mesma coisa para a sobremesa: só a sirva quando todos tiverem terminado. Você pode estabelecer, ainda, que todos saiam da mesa juntos após terminarem.
  • Quando seu filho quiser algo imediatamente e isso não for possível, não responda com “um minutinho” ou “é rapidinho”. Seja honesto. Você pode dizer algo como “preciso terminar tal coisa, o que levará X minutos. Você vai ter que esperar, ok?” e não dê atenção se a birra começar. Quando terminar o que está fazendo e for atendê-lo, apenas diga: “estou aqui. Vamos lá?”.

Dar cartaz à birra só vai ensinar ao seu filho que, se ele gritar bem alto ou se jogar no chão, você vai sair correndo para atendê-lo. Então, observe, mas não passe a mão na cabeça.

  • Uma ótima sugestão é escolher um dia da semana, preferencialmente quando a família estiver toda reunida, e chamar as crianças para cozinhar com vocês. O preparo de uma refeição pode ensinar que há um processo de realização para tudo o que fazemos. De quebra, a diversão em família é garantida!

Embora não haja um manual de instruções para a criação dos filhos, é preciso que os pais tenham em mente que tipo de adulto eles querem que seus filhos se tornem.

Fazer o filho esperar por algo contribui para que ele crie um traço de personalidade que lhe será muito útil na vida adulta. Pense nisso e boa sorte! 😉

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As escolas estão matando a criatividade?

Sir Ken Robinson, um expert em criatividade, fez uma palestra esclarecedora que desafia a maneira como estamos educando nossas crianças. Ele responde à famosa pergunta: as escolas estão matando a criatividade?

Sua proposta é baseada em uma reavaliação radical dos nossos sistemas escolares para cultivar a criatividade e reconhecer os diversos tipos de inteligência. Colocando esses conceitos em prática, Robinson garante: é sucesso!

Por que você deve ouvir o que ele tem a dizer?

Sir Ken Robinson foi parte do comitê consultivo da educação criativa e cultura do governo inglês em 1998. Seu maior feito provavelmente foi a liderança de um estudo massivo sobre a importância da criatividade no sistema educacional e na economia.

Por causa dos resultados impressionantes que conseguiu, em 2003, ele recebeu o título de “Cavalheiro do Reino” (Sir) pela Rainha Elizabeth. Não é para menos: seu excelente trabalho abriu novas perspectivas para o ensino customizado.

Nessa palestra, Sir Ken pede para que reflitamos o motivo que não nos deixa conseguir o melhor das pessoas. Ele argumenta que isso acontece porque fomos educados a nos tornar bons trabalhadores, e não a desenvolvermos o pensamento criativo.

Alunos com mentes e corpos inquietos – longe de serem moldados de acordo com suas energias e curiosidade – são ignorados e estigmatizados nas escolas, o que leva a consequências terríveis. Eles podem começar a achar, por exemplo, que não são bons o suficiente, enquanto já sabemos que a conversa não pode ser limitada a testes de QI.

“Estamos educando as pessoas a não serem criativas”

Ken Robinson

Trabalhando com a imprevisibilidade do futuro

Ken explica que a educação é uma das coisas arraigadas nas pessoas, assim como a religião. É papel da educação nos conduzir a um futuro que não temos a mínima ideia de como será (mas, certamente, podemos presumir).

Pense por um momento que as crianças que estão iniciando agora na vida escolar estarão se aposentando em 50 anos. E, embora teoricamente tenhamos muito conhecimento sobre o mundo hoje, não sabemos como será nossa realidade em 5 anos.

Mesmo assim, continuamos a educar nossas crianças para esse futuro desconhecido com métodos do século passado. Tão desatualizados que não podemos nem fazer um comparativo de forma justa.

A extraordinária capacidade das crianças

As escolas estão matando a criatividade?

As crianças são pequenos seres cheios de capacidades e talentos. A capacidade de inovação que elas têm é algo a ser pesquisado a fundo, e que pode nos encaminhar à uma resposta para a pergunta inicial, se as escolas estão matando a criatividade.

Sir Ken acredita que a criatividade é tão importante como a alfabetização e, portanto, não pode ser desconsiderada. O maior é risco é o medo de errar. O querer ser aceito de qualquer forma, sob qualquer contexto, poderá travá-las em caminhos sem saída. Caminhos muito pouco originais.

Em um exemplo, Sir Ken conta a história de uma menininha de seis anos, cuja professora sempre reclamava que ela não prestava atenção à aula. Naquele dia, entretanto, ela prestou.

A pequena estava lá no fundo da sala desenhando ferozmente e, a professora fascinada com a súbita atenção da menina, se aproximou e perguntou:

“O que você está desenhando?”

“Estou desenhando Deus”, respondeu a garotinha.

“Mas ninguém conhece a aparência de Deus”, replicou a professora.

A menina não teve dúvidas e respondeu: “vocês vão conhecer em um minuto!”

Por que perdemos a criatividade no meio do caminho?

Infelizmente, em algum ponto no meio do caminho, a maior parte das crianças perdeu suas capacidades e talentos. Por isso chegam à vida adulta desprovida de suas habilidades natas.

Comparativamente, podemos perceber que as empresas são administradas dessa maneira: estigmatizamos o erro, pois aprendemos na escola que errar é a pior coisa que pode acontecer na vida do aluno. Errar causa demissões, frustrações e vergonha. Todavia, em vez disso, deveria ser um estímulo e a maior das aprendizagens.

O grande pintor Pablo Picasso afirmou que todas as crianças nascem artistas e que o problema é permanecerem artistas enquanto crescem. Aplicado à nossa realidade, isso significa que estamos educando as pessoas a serem menos criativas.


programar desde cedo

Sistema educacional atual no mundo

Sir Ken Robinson afirma que a hierarquia do estudo é basicamente a mesma no mundo todo. O sistema educacional atual é baseado na ideia da habilidade acadêmica e o motivo para isso é que, quando o sistema foi criado, tinha o objetivo de atender a demanda da industrialização.

Portanto, isso determinou o porquê de as disciplinas consideradas mais úteis para o trabalho estão no topo de importância. E o problema é que elas não nos fazem pensar ou questionar, mas são ensinadas de forma a fazermos aceitá-las como verdades universais.

Nesse contexto, aulas de música e artes, por exemplo, ficam em um segundo plano. Afinal, parte-se da premissa de que essas crianças nunca conseguiriam um bom emprego desenvolvendo tais atividades. O que, é claro, não é verdade.

A consequência disso é que muitas pessoas altamente talentosas, brilhantes e criativas, acreditam que não o são, porque nunca foram valorizadas por essas habilidades na vida escolar. Dá para perceber nosso erro, não é?

Inteligências variadas

Sabemos, em primeiro lugar, que a inteligência é variada. Há vários tipos de inteligência: visual, auditiva, cenestésica. Pensamos de forma abstrata, pensamos em movimento. Segundo, a inteligência é dinâmica e interativa. E, terceira, ela é distinta.

Para exemplificar esses pontos, Sir Ken conta uma história bastante interessante. Em uma entrevista com a coreógrafa da Broadway, Gillian Lynne, para o seu novo livro, Sir Ken pergunta como ela se tornou bailarina.

Gillian contou que, quando tinha 8 anos se sentia bastante desmotivada com a escola. Eram os anos 30 e a escola escreveu para os pais da garota dizendo que acreditavam que ela tinha dificuldade de aprendizado, pois não conseguia se concentrar e era bastante inquieta.

Mandaram a garota para um especialista. Ela estava com a sua mãe e foi deixada em um canto enquanto os adultos, mãe e médico, conversavam. Após um relato detalhado e cheio de drama por parte da mãe, afinal sua filha estava com as tarefas todas atrasadas e perturbava as pessoas.

O médico, bastante perspicaz, se aproximou da garota e disse: “Gillian, eu ouvi tudo o que sua mãe disso e preciso conversar a sós com ela. Fique aqui que já voltamos.”

Antes de saírem da sala, o médico ligou o rádio. Quando deixaram a garota sozinha, o médico disse à sua mãe: só a observe e escute.

Assim que saíram, a menina se pôs em pé e começou a dançar. O médico, então, olhou para a mãe da menina e disse: “Sra. Lynne, sua filha não está doente. Ela é uma bailarina. Leve-a à uma escola de dança.”

Felizmente, foi o que a mãe de Gillian fez e, a partir daí, tudo na vida da garota mudou!

A riqueza da capacidade criativa

Sir Ken Robinson ainda diz em sua palestra que temos que encarar nossa capacidade criativa pela riqueza que ela representa e combiná-la com a esperança de um mundo melhor por meio das nossas crianças.

Clique no play e assista à essa palestra incrível. O vídeo já tem legendas!

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Como será a escola do futuro?

Como você imaginava que a nossa realidade seria no ano 2000 quando você era apenas uma criança? Admita que carros voadores, espaçonaves, robôs era o que você imaginava ver nas ruas, não é mesmo? Isso pode não ser realidade, mas a escola do futuro, é!

A verdade é que, exceto pelo bug do milênio, a chegada do ano 2000 não foi tão emocionante assim. Agora, quase 20 anos depois, a velocidade com que a tecnologia avançou e passou a ter um papel importante em nossas vidas realmente é algo do qual se impressionar.

Especialmente no que diz respeito à educação, a realidade que imaginávamos viver no ano 2000, está praticamente presente no dia a dia escolar.

Bem-vindos às escolas do futuro!

Uma iniciativa realizada em 2014 com 175 alunos de 7 a 25 anos colheu dados sobre o que os alunos esperam das escolas do futuro, dos anos de 2032. Dentre as perguntas respondidas, estavam as seguintes:

  • O que você deseja que a Escola do Futuro não tenha?
  • E o que ela tenha?
  • Como você imagina que será a escola em 2032?

Eles ainda contribuíram com textos, fotos e vídeos para expressar seus desejos sobre essa tal Escola do Futuro. E, tendo as repostas e contribuições colhidas, chegou a vez desses dados serem debatidos por um grupo de gestores.

Especialistas, representantes de organizações sociais, líderes influentes e até os próprios alunos se uniram para colocar as respostas em pauta. Esse movimento criou alguns cenários do que seria essa escola do futuro, quais habilidades seriam desenvolvidas e porquê.

Obviamente que, quando se reúne um grupo de alunos tão diversificado como esse, respostas das mais variadas são obtidas. Entretanto, o que se pode observar é que fazer um uso maior da tecnologia em sala de aula foi um desejo recorrente entre os entrevistados.

Além disso, ficou claro que os alunos querem ter mais liberdade e autonomia para aprender os conteúdos propostos e para explorar o espaço físico da escola. Assim como o desejo de melhor remuneração aos professores e a capacitação voltada para orientação.

Como será a escola do futuro?

Boa parte dos países desenvolvidos não só compreenderam como é a educação do novo milênio, como já estão um passo à frente! O assunto já foi inclusive tópico de um TED Talk impressionante.

A ordem da nova educação é fazer com que a dinâmica da nova sala de aula funcione como uma pequena empresa. Em outras palavras, focada em resultados utilizando modelos de gestão cada vez mais modernos e conectados.

Aliás, a nova sala de aula se parece com tudo, menos com uma sala de aula! Quadros negros, giz, livros deram espaço à inovação e à criatividade.

Estados Unidos, China, Holanda, Austrália, Dinamarca, entre outros, ampliaram a oferta de recursos tecnológicos e digitais a pesquisadores e aos seus educadores, dando vida ao movimento Escola do Futuro, impulsionando-o para que se torne uma tendência mundial.

Esses países deixaram à disposição de professores e alunos elementos tecnológicos que facilitem o gerenciamento e armazenamento digital de documentos, incluindo áudios e vídeos, para dinamizar os processos de pesquisa.

Outros recursos incluem o acesso remoto à informação, o qual poderá ser feito até por alunos que não frequentam essas instituições. Aperfeiçoamento dos recursos utilizados na educação compartilhando o conteúdo com todos da escola ou universidade, além do compartilhamento em tempo real com outras instituições de ensino.

O propósito da Escola do Futuro

Por que criar a Escola do Futuro? Nesses 16 anos que se passaram desde o ano 2000, ficou cada vez mais claro que o modelo tradicional de ensino está fadado ao desaparecimento.

A necessidade de formar alunos mentalmente mais ágeis, que tenham seus interesses expandidos por meio da orientação de professores que lhe apresentem um mundo inteiro de possibilidades tornou-se crucial.

O aluno precisa – e quer – ser observado e atendido em tempo integral por uma instituição (escola) que lhe ofereça recursos modernos para que possa progredir.

A sala de aula passou a ser um grande núcleo de oportunidades, sabedoria e aprendizado que tenha a real capacidade de estimular constantemente a mente de seus alunos.

a escola do futuro é agora, com codeBuddy

O aluno mudou, logo o ensino também precisa mudar

O mundo se transforma todos os dias e, com isso, somos obrigados a nos adaptar à essas mudanças diárias. As necessidades do aluno mudaram. Sendo assim, o ensino precisa acompanhar essa transformação para que continue (ou volte a ser) eficiente.

O aluno, hoje, precisa de um ambiente em que o professor deixe de ser o “detentor da verdade” e passe a estimular a troca de conhecimento.

O aluno precisa explorar o espaço a sua volta a fim de sair de sua zona de conforto e definir novos limites às suas capacidades.

Deixar de assistir a tudo passivamente e tomar as rédeas do próprio aprendizado se tornou crítico para que todos, escolas, professores, pais e alunos encontrem um incentivo renovado no aprendizado.


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