Liderança e empreendedorismo

Deuses antigos versus novas mídias: o melhor dos dois mundos

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Neil Gaiman é um autor britânico nascido em 1960. Conhecido mundialmente por seus brilhantes trabalhos, que variam entre histórias em quadrinhos (como “Sandman”) a livros que entraram a lista de mais vendidos do The New York Times (como “Deuses Americanos”), ele inevitavelmente seria tópico de artigo para o nosso blog.

Afinal, suas parcerias com outros autores renomados resultou em obras que merecem um segundo olhar. Hoje, em especial, focaremos na guerra travada entre deuses antigos e as novas mídias.

Parece meio improvável para você? Para a maioria das pessoas também. Apaixonado por mitologia nórdica, Neil Gaiman escreveu um romance adulto que retratou uma dualidade que encontramos até hoje no nosso dia a dia. Crença versus realidade. Inovação versos tradição.

Lançado no Brasil pela Intrínseca, em 2016, ele debate uma vida na qual likes falam mais que quem de fato somos. Vocês já se perguntaram se tamanho acesso à informação de fato poderia ser bom? Eu, particularmente, sim. E as respostas não poderiam ser mais diferentes e contraditórias.

Por isso, trago uma proposta para vocês: entender como tradição e inovação podem conviver em um mundo que, ao contrário do universo do livro, não precisa entrar em guerra para decidir um lado. Optemos por ambos na construção de um futuro melhor. Topam?

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Uma história inesquecível

Era uma vez um pai apaixonado por música. Bach, Haendel, Beethoven e Mozart soavam tão singulares em seus instrumentos que, para o pai, não existia outra possibilidade que não repassar essa tradição para o filho.

Piano mecânico e discos de vinil faziam parte da tradição, um momento no qual, juntos, pai e filho reconstruíam os tempos de glória de compositores inesquecíveis. O timing para que cada nota fosse tocada era preciso, levando o filho a uma imitação quase perfeita de tais composições.

Quando a música encerrava, entretanto, ele corria para o sofá, pegava seu console e jogava incessantemente Pong. Mais tarde, seu tempo seria aproveitado em companhia do Space Invaders, Pac-Man e Tetris.

O apreço por tecnologia já estava no filho que, jovem adulto, criou seu primeiro software. A tecnologia utilizada conseguia captar o que tornava cada música favorita do pai única e, então, criar uma sequência inteiramente nova, digital e tão perfeita que acalentava os ouvidos do pai.

Sem dúvida, a tecnologia desenvolvida não substituía a criação original — até porque precisava dela para existir. Entretanto, inovava e trazia novas possibilidades para algo que, até então, tinha ficado na história.

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A criação de novas mídias para o bem

O primeiro ponto que precisamos abordar é o fato de que usar a tecnologia para o bem é uma opção. É uma escolha pautada em quem a pessoa é e quais são seus objetivos, tendo sido eles determinados por exemplos obtidos na infância ou por motivações pessoais.

O segundo ponto, é que qualquer tecnologia surge como forma de resolver um problema. Estima-se que o primeiro computador eletromecânico tenha sido criado por Alan Turing no século XIX. Em plena Segunda Guerra Mundial, era necessário decifrar códigos alemães de forma rápida e ágil, prevendo suas ações e se preparando para possíveis ataques.

Em resumo, o computador de Turing precisava realizar infinitas contas em um espaço curto de tempo, o que seria inviável para o ser humano. Seu objetivo era salvar milhões de vidas e terminar com uma guerra que, diga-se de passagem, os Aliados estavam perdendo.

Assim como ele, aplicativos são diariamente criados para resolver problemas e facilitar o dia a dia — a mesma função que cria novas mídias. Isso faz parte e é consequência de um mundo globalizado, habitado por pessoas que têm desejos, vontades, problemas e querem soluções.

Pessoas que não abrem mãos de suas histórias e crenças, sejam estas quais forem, porque são esses aspectos que as formam como indivíduos. Apagar isso seria nada menos que apagar a si mesmo, uma lógica que não faz nenhum sentido.

Chegou o momento de entendermos que a tecnologia não precisa (nem deve) desestruturar o que foi construído ao longo de anos, mas complementar. Podemos ser mulheres empreendedoras, podemos ser jovens cientistas, podemos fazer a diferença.

Podemos, acima de tudo, nos unir e fazer isso juntos. Exatamente o que nós, da codeBuddy, acreditamos e repassamos aos nossos alunos. Queremos torná-los aptos para entender o mundo ao seu redor e se tornarem solucionadores. E fazemos isso por meio do que revolucionou a música na história contada anteriormente: por meio da tecnologia.


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