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Minecraft nas salas de aula: isso é possível?

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Uma professora americana de uma pequena ilha do Alaska modificou a forma de conduzir suas aulas para as crianças do ensino fundamental e seu sucesso foi copiado por toda a escola. A idéia era simples e ao mesmo tempo arrojada, usar o jogo Minecraft nas aulas.

“É importante manter as crianças engajadas em seus processos de aprendizagem, mas como conseguir algo que parece tão abstrato? Parte da solução é transformar o conhecimento em algo irresistível, e na minha sala de aula, o aprender é conduzido pela curiosidade e interesse dos alunos. Meus alunos são os estudantes do século 21. Não importa se eles estão no ensino fundamental, e também não importa que eles vivam numa pequena ilha do Alaska. Eu posso motivar meus alunos à aprender através dos seus interesses” – Cynthia Duncan

A solução de Cynthia Duncan, que também divulga suas idéias no website minecraftintheclassroom.com, foi usar o jogo que mais interessava as crianças de sua sala de aula para envolvê-los no processo de aprendizagem de quase todas as matérias, o Minecraft na versão orientada para a educação nas escolas.

Ela estabeleceu a “Morning Craft”, aonde atividades no jogo eram oferecidas aos alunos. Como ele é considerado um jogo “sandbox”, permitia a exploração do ambiente do jogo sem limites para a criatividade e também a reflexão e associação com a matéria prevista no plano de ensino tradicional.

As “manhãs Crafts” tiveram vários resultados incríveis, como a diminuição considerável de ausências ou atrasos no início da aula. Como ela não usava a ferramenta todos os dias, os alunos preferiam estar presentes na maioria absoluta das aulas para não perder a oportunidade de aprender através do jogo sensação.

Para o sucesso das “mornings crafts”, ela também apresentou sua ideia para os pais e funcionários da escola, pois era preciso desmistificar a idéia de que o jogo servia apenas para entreter e que ele não promovia a interação dos alunos. O que acontecia era exatamente o oposto. As crianças assimilavam melhor a matéria que era dada através do jogo e também interagiam com outros alunos além dos seus ciclos comuns de amizade. Ou seja, todos adoraram e apoiaram sua idéia.

No dia 19/01/2016, a Microsoft anunciou a versão Minecraft Education Edition para o segundo semestre deste ano, que é uma evolução da MinecraftEdu que a professora Cynthia Duncan utilizou em sua escola no Alaska.

Será disponibilizada uma versão de teste gratuita para professores, com planos de ensino sugeridos e ainda funcionará como uma plataforma colaborativa, aonde melhorias poderão ser sugeridas para a versão final. Alguns professores brasileiros começaram a abraçar essa ideia, mas não necessariamente nas escolas e de forma contínua.

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Mas a relação com os jogos não serve apenas para virar celebridade do Youtube, ele também ajuda pais e filhos a discutirem questões dramáticas, como a morte de alguém da família ou questões morais e de comunidade, como a construção e a manutenção de uma cidade por mais minecrafters, como são chamados seus jogadores.

Um grupo de universitárias europeias que estudam química desenvolveu a partir do Minecraft um ambiente que desenha as ligações de carbono e o recorde registrado no Guiness Book da maior construção  já feita no game foi da replica da Dinamarca em um cenário do jogo. Como disse, as possibilidades são infinitas.

Mas existe ainda uma outra linha de aprendizagem que é de extrema importância para as crianças e os jogos podem proporcionar isso à elas pois será cada vez mais comum em seu cotidiano e também poderá ser a carreira que eles decidirão seguir em suas vidas adultas. A criação e a compreensão dos códigos de programação, aqueles que fazem o jogo surgir.

E essa preocupação não é apenas de um Estado, mas do Presidente dos Estados Unidos, Barak Obama. Ele mandou a proposta “Computer Science for All Initiative”  para aprovação no Congresso dos Estados Unidos da América aonde uma verba de 4 bilhões de dólares seria direcionada aos estados e outros 100 milhões de dólares diretamente para os distritos que investiriam no ensino de ciências da computação para os estudantes em geral, seja como base de ensino ou para fins profissionalizantes.

Certamente quem vai gostar desta série é a pequena Larissa Garcia, programadora brasileira de apenas 11 anos de idade e que foi uma das atrações do último Campus Party de janeiro na cidade de São Paulo aonde conduziu um bate-papo com outros programadores explicando como surgiu seu interesse e como ela aprendeu a programar.

Não é pela exposição excessiva à tecnologia que seu filho compreenderá como usá-la. Essa experiência precisa ser guiada, seja pelos pais ou por uma escola ou profissional especializado. Veja algumas dicas para ensinar para seu filho a forma correta de interagir com as tecnologias que dominam o mundo atual.

Como ensinar sobre as tecnologias do momento para seu filho

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1 – Determine o tempo de jogo

Em casa, determine um tempo limite para que a criança possa usar tablets, computadores e jogos de console. Escolha este tempo considerando os horários das alimentações, da lição de casa e dos horários de descanso, eles não pode sem afetados.

2 – Não deixe trocar as brincadeiras por games

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Jogos como o Minecraft podem ser jogados juntos e é uma excelente maneira de interagir com seu filho e se divertir. Procure cenários e situações que sejam divertidas e aproveite para construir coisas grandiosas juntos. O sucesso da conquista ou o fracasso também fazem parte do aprendizado e podem ser explorados nesses momentos.

3 – Ergonomia, nível de som e luz correta

Não ofereça os jogos como recompensa e nem barganhe para conseguir comportamentos ideais do seu filho. Ele precisa compreender que estes aparelhos e a tecnologia de forma geral já faz parte da vida dele, e não é um troféu ou uma coisa excepcional que ele está ganhando.

4 – Escolha os aplicativos certos

As crianças perdem o interesse ou dominam facilmente alguns tipos de jogos. Por isso, mesmo atualizados regularmente, deixam de chamar atenção. Troque os jogos e aplicativos que seu filho utiliza para oferecer novos desafios e oportunidades de raciocínio diferenciado.

5 – Atenção a classificação etária indicada pelo desenvolvedor

Procure oferecer a maior diversidade de estímulos para as crianças, como aqueles que exigem agilidade, raciocínio, noções matemáticas e etc. Como cada criança tem um tipo de inteligência mais desenvolvido, ela terá algumas atividades preferidas, mas também conhecerá o maior número possível das outras.

6 – Fiscalize sempre o que seu filho está jogando e fique atento ao comportamento da criança

Outra dica importante também é usar as versões gratuitas antes de comprar as versões pagas e testar antes dos filhos. As vezes, algumas ferramentas presentes nos jogos podem ser consideradas inapropriadas para as crianças em determinado momento de suas vidas e não necessariamente para sua faixa etária.

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Essa é a realidade dos estudantes do século 21 e em um mundo globalizado, seja no Alaska ou no Oiapoque, as crianças precisam aprender a se relacionar com as novas tecnologias para direcioná-las para seu auto-desenvolvimento e também para o bem da sociedade em que eles vivem.

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A codeBuddy usa o Minecraft na sala de aula e obtém resultados incríveis, os alunos programam um robô dentro do game.