Habilidades e competências

Os mistérios da pré-adolescência

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Compreender as principais mudanças físicas e comportamentais das crianças de 8 a 12 anos pode ajudar os pais a lidar com a fase e se preparar para a adolescência.
 
Todo pai e mãe reclama que o tempo é impiedoso e, quando menos se espera, o filho, aquele bebezinho meigo e fofo, começa a apresentar mudanças comportamentais que os deixam de cabelos em pé!
 
Poucos são os pais que compreendem que tais mudanças são parte da pré-adolescência e, o mais comum, é que 9 entre 10 deles se perguntem o que fizeram de errado ao longo do caminho para que o filho mudasse tanto.
 
Portanto, conhecer o que a fase provoca no comportamento e no corpo das crianças pode ajudá-lo a compreender melhor algumas situações e, de quebra, servem como um “treino” para a adolescência.
 
As mudanças físicas da pré-adolescência
 
Na visão dos pais, é bastante comum dizer que o filho perdeu “a carinha de bebê” e está com feições de uma criança maior.
 
Até aquele momento, tanto o corpo da menina quanto o do menino são bastante semelhantes. Porém, a partir dos oito anos as mudanças específicas causadas pelos hormônios começam a surgir gradativamente.
 
Claro que cada criança tem um desenvolvimento diferente e, principalmente nas meninas, essa evolução está atrelada à evolução da mãe. Por exemplo, se a mãe teve a primeira menstruação cedo, é bem provável que o mesmo acontecerá com a filha.
 
Em linhas gerais, as mudanças mais impactantes acontecem perto da troca da pré-adolescência e a adolescência.
 

Mudanças físicas nas meninas

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  •  Os quadris começam a ficar mais largos e a cintura começa a ganhar uma forma mais definida.
  •  As mamas começam a se desenvolver.
  •  A pele fica mais oleosa.
  •  Os pelos corporais começam a ficar mais aparentes: primeiro nos braços e pernas, depois axilas e na genitália.
  •  Algumas meninas podem ter a menarca (a primeira menstruação) durante essa fase, principalmente a partir dos 10 anos de idade.
  •  Há mudanças no tom de voz, ficando com um tom mais agudo.
  •  O aumento da altura fica mais veloz.
 
Não é à toa que antigamente se dizia que uma menina se tornava mulher quando menstruava pela primeira vez.
 
É importante lembrar que, a partir do momento que a menina tem sua primeira menstruação, ela também é capaz de gerar um filho, pois passa a ovular. Portanto, é de vital importância que aquela conversa sobre sexo tão temida pelos pais aconteça de forma natural e esclarecedora.
 
Uma visita ao ginecologista pode ser fundamental para que a menina conheça seu corpo e esteja ciente do que pode acontecer a partir deste momento.
 

Mudanças físicas nos meninos

 
Assim como acontece com as meninas, a produção dos hormônios masculinos, principalmente a testosterona, aumenta provocando importantes mudanças físicas. As principais são:
 
  •  Geralmente a partir dos 11 anos (a idade para isso pode variar), os meninos têm um aumento expressivo da altura. Esse fenômeno é conhecido como estirão do crescimento e o menino pode ou não apresentar dores ósseas, principalmente no fêmur. Isso acontece porque muitas vezes o crescimento dos ossos não acompanha a velocidade do desenvolvimento do resto do corpo. Mas não se preocupe! O estirão do crescimento é comum e logo desaparece. Na dúvida, converse com o pediatra do seu filho a respeito e ele poderá orientá-lo melhor.
  • O pênis aumenta em comprimento e diâmetro e os testículos também se desenvolvem.
  • A voz começa a sofrer variações de agudo para grave (as famosas “desafinadas”) até que se estabeleça de vez.
  •  Os pelos corporais são mais espessos que nas meninas e também começam a surgir: primeiro nos braços e pernas, depois nas axilas, no peito, na região genital e no rosto.
  • O odor também fica diferente. Os meninos tendem a exalar um cheiro mais forte que as meninas.
 
Uma conversa clara sobre sexo, com o objetivo de informar e educar o menino, também é necessária. É nessa fase que os meninos começam a enxergar as meninas de modo diferente e é fundamental que ele compreenda a importância do sexo seguro para ele e para sua parceira.
 

A mudança comportamental dos filhos pré-adolescentes

 
A fase é marcada pela construção de uma nova imagem para o seu filho. Ele deixou de ser bebê e ainda não é um adolescente. Pode-se dizer que essa fase é um limbo em que a criança se despede da primeira infância e se prepara para encarar a fase que vai levá-lo à vida adulta.
 
Não é fácil.
 
A primeira coisa que os pais percebem é que as brincadeiras – que até aquele momento eram as preferidas – perdem o apelo. Até os desenhos que a criança assiste mudam de tom. Além disso, nem pensar em usar uma roupa ou ir ao colégio com algum objeto de personagens infantis!
 
Além disso, a implicância com o sexo oposto acaba e dá lugar ao interesse. Nessa fase,
começam a aparecer os primeiros “namoros” infantis.
 
É também aqui que a criança deixa de olhar para os pais como inspiração e começam a procurar referências fora de casa: meninos e meninas se identificam com ídolos teens, principalmente agora com o acesso fácil à internet.
 
Mas o principal é que, quanto mais perto da adolescência seu filho fica, mais diferente fica seu comportamento. Ataques de irritação e impaciência se tornam frequentes e assustam aos pais.
 

O papel dos pais

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Em primeiro lugar, tentem encontrar um lugar comum com seu filho: lembrem-se que vocês também passaram por isso e os seus pais também ficaram apavorados com as mudanças de comportamento. Passou, não passou? Portanto, paciência é a palavra chave.
 
Esse lugar comum também serve para que vocês, como pais, possam dar aos seus filhos exatamente o que não tiveram quando passaram por isso: conversas honestas, claras, educacionais; apoio e compreensão nos momentos mais tensos; um ombro amigo que, em vez de julgar, apenas ouça suas aflições. Reflita e você saberá exatamente o que fazer.
 
Não confundam compreensão com permissividade: a fase é complicada, mas a criança ainda é filho de vocês! Mais do que nunca é preciso ser firme, coerente e impor limites. Tudo com muito amor.
 
Vocês vão tirar a fase de letra!