Liderança e empreendedorismo

Profissões do futuro: a tecnologia vai acabar com os empregos?

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Todo mundo precisa cuidar de sua vida financeira, não é? É por isso que um dos maiores receios de qualquer família é o desemprego. Afinal, como fazer as compras, pagar as contas ou cuidar dos filhos?

No meio de problemas políticos e sociais, a tecnologia também aparece como um fator decisivo na constituição do mercado de trabalho. As chamadas “profissões do futuro” são constantes tópicos para debate. E tem mesmo que ser…

A imersão da nossa sociedade no desenvolvimento tecnológico aciona novas possibilidades ao mesmo tempo que amplia incertezas quanto ao mercado de trabalho do futuro. O maior risco é a tendência para uma automatização de funções cada vez mais profunda que, até o momento, exigem a expertise humana para ocorrer.

O cenário pode lembrar os filmes e séries de ficção científica, com robôs que atendem clientes e respondem mensagens nas redes sociais (quem nunca ouviu falar de Black Mirror, não é mesmo?), além de sistemas de inteligência artificial que arriscam nos compreender melhor do que nós mesmos.

Mas, afinal, a tecnologia vai acabar com os empregos? Para responder essa questão, elaboramos algumas reflexões a respeito das carreiras do futuro. Vamos embarcar juntos nessa máquina do tempo não tão distópica?

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Principais mudanças tecnológicas

Mudanças tecnológicas específicas podem ocasionar verdadeiras revoluções na maneira como as pessoas trabalham. Isso ocorreu em toda a história da humanidade, com a invenção da máquina a vapor, do carro, do telefone… E ainda hoje estamos descobrindo os efeitos da invenção da internet na atividade humana.

Algumas inovações tecnológicas são especialmente importantes na mudança do mundo do trabalho e ditam as novas regras das profissões em alta. São algumas delas:

  • Machine Learning

Também conhecido como “aprendizado da máquina”, nada mais é que a tendência por trás da inteligência artificial cada vez mais sofisticada. Ela é reforçada por empresas gigantes como o Google, que inclusive anunciou recentemente maior investimento e confiança na área.

Nesses sistemas, a máquina é capaz de aprender a partir da interação com um conjunto gigantesco de dados de usuários humanos. Ou seja, a cada vez que buscamos algo no google, mandamos e-mail ou entregamos nossa localização pelo celular, estamos alimentando o aprendizado da máquina.

  • Automação

A automação industrial mudou a paisagem das empresas ao substituir os humanos por robôs quando a atividade é repetitiva, como apertar parafusos. No entanto, a automação que falamos hoje ultrapassa essa limitação.

Ela pode realizar trabalhos de secretariado, como atendimento e registro de ligações, ou podem dirigir um carro sem precisar de um motorista. Já ouviu falar dos carros autodirigidos, certo? Essas mudanças prometem transformar a paisagem dos motoboys, taxistas, entregadores e motoristas em geral. Quem sabe, até tornar o mundo um pouco mais sustentável.

  • Mercado de trabalho global

O surgimento dos smartphones e a democratização da banda larga aceleraram muito o processo de globalização: estamos mais unidos do que nunca. E isso, naturalmente, quebra barreiras para as carreiras do futuro, especialmente porque não precisamos estar em determinados lugares físicos para desempenharmos nossas funções.

O home office é uma promessa não só pela praticidade, mas porque permite que uma empresa norte-americana contrate um brasileiro para ser seu colaborador. Já imaginou essa dinâmica a nível global?

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Como se manter atualizado para garantir trabalhos no futuro?

Um dos motes do gênero ficção científica é a expressão “o futuro é agora”. Na verdade, já vivemos em um mundo futurista. Ou você não acha um pouco simbólico que milhões de pessoas andem por aí justamente com androids em seus bolsos?

Então, se quiser evitar a obsolescência no futuro, o primeiro passo é começar a se atualizar agora mesmo. As tendências que apontamos na seção anterior já estão ocorrendo e não dão sinais de diminuição nos próximos anos — muito pelo contrário.

Mas sem desespero, tudo bem? Podemos afirmar: os empregos não vão acabar. Entretanto, as habilidades desejadas vão se alterar, apontando para exigências cada vez mais diferentes aos profissionais.

Segundo o relatório da agência Mckinsey, até 2030 o mercado de trabalho irá almejar profissionais com habilidades tecnológicas, sociais e emocionais. Ao mesmo tempo, trabalhos manuais e que exijam habilidades físicas irão decrescer, em uma transição para mecanismos automatizados.

Habilidades tecnológicas

Aprender a lidar com a tecnologia já é, hoje em dia, um grande diferencial no mercado de trabalho. Notícias recentes demonstram que mesmo em um país com grande número de desempregados, o setor tecnológico possui uma grande quantidade de vagas não preenchidas.

A mesma reportagem informa que, em apenas em dois meses, mais de duas mil empresas no setor de tecnologia foram criadas no Brasil em 2019. E este boom está longe de acabar: inclinado para a criação de startups e micro empresas que buscam preencher lacunas deixadas pelas gigantes da área.

O que essas empresas buscam são funcionários com capacidade de lidar com problemas e com competência técnica para trabalhar com sistemas de rede, bancos de dados, programação de software e apps para celulares (the future is mobile, o futuro é mobile).

  • Programação

Conhecer a programação de computadores pode se tornar uma habilidade necessária mesmo para quem não trabalha diretamente com o setor de tecnologia. Isso porque ela se tornará uma espécie de linguagem essencial para a compreensão do mundo conectado.

Enquanto muitos empregos podem acabar com a emergência da inteligência artificial, as profissões do futuro pedem o mínimo entendimento da linguagem de programação. Não é para menos que o interesse na área vem se expandindo ao longo dos últimos anos.

Nós, da codeBuddy, acreditamos que o ensino de programação pode contribuir para o raciocínio lógico, e pode ser trabalhado desde cedo, gerando uma relação mais consciente de jovens e crianças com seus gadgets.

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Habilidades socioemocionais

Se por um lado devemos aprender a lidar com as máquinas e com a tecnologia smart que abunda em nosso mundo, por outro lado, é justamente nossa humanidade que nos torna únicos. Soa cliché, mas é a verdade.

Por isso que habilidades sociais e emocionais serão importantíssimas no futuro, mais do que já são agora. Expressões como inteligência emocional não podem mais soar estranhas aos nossos ouvidos.

Inclusive, setores como o da Medicina terão grandes mudanças, especialmente em relação ao atendimento, agendamento de consultas, interação com clientes e arquivamento de exames e prontuários. A era de quilos de papel nunca esteve tão perto de acabar.

No entanto, a demanda por enfermeiros(as) e profissionais de saúde, bem como de psicólogos e cuidadores de idosos, tende ao crescimento. São atividades que necessitam da presença humana e dificilmente podem ser realizadas por robôs ou sistemas artificiais.

Não pense, todavia, que o destino do seu filho está necessariamente em uma dessas profissões. Se ele assim desejar, ótimo. Caso contrário: jamais esqueça que, por trás de uma máquina, existe a criatividade de um humano que pensa fora da caixa.

Por fim, qualidades como boa escrita, criatividade e talentos artísticos se tornarão mais valorizadas nas profissões do futuro graças à especificidade humana exigida para que sejam bem executadas. Novamente, estamos falando de criatividade.


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