Programação para crianças

Quando o excesso de tecnologia começa a ser prejudicial

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Quando o excesso de tecnologia começa a ser prejudicial
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A sabedoria popular afirma que tudo em excesso pode se tornar um problema. Podemos dizer o mesmo a respeito da intensa presença da tecnologia em nossa vida cotidiana. O risco é acentuado especialmente para as crianças e adolescentes que estão crescendo totalmente conectadas na internet.

Estamos chegando a um ponto no qual até mesmo questionar a presença da internet já se torna um pouco absurdo. Afinal, mal conseguimos nos lembrar com clareza que há algumas décadas era impossível comunicar-se com todo mundo pela distância de alguns toques em uma tela.

Se a tecnologia tem o poder de envolver em todos os nossos movimentos, desde a hora em que acordamos até o momento em que vamos dormir, como podemos detectar quais limites estão sendo ultrapassados?

Pensando nisso, a codeBuddy reservou algumas reflexões sobre o tema. Abaixo você encontrará alguns sintomas de excesso do uso da tecnologia e sugestões de como positivar essa relação.

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O tempo que a tecnologia consome no dia a dia

Segundo observações de estudos feitos nos EUA a respeito dos efeitos do excesso de internet no dia a dia das crianças, o problema não está necessariamente no tempo despendido online, mas no tempo “olhando para a tela”.

Isso ocorre quando se torna corriqueiro o ato de pular a todo momento de uma tela para a outra. É sair do celular para ver TV, da TV para um laptop, do laptop para um tablet e assim sucessivamente.

Parte desse problema decorre da própria configuração das redes sociais. A chamada “barra de rolagem infinita” — com o auxílio de algoritmos que selecionam e variam o conteúdo — tornou-se uma ferramenta para garantir que seja muito difícil parar de descer infinitamente na busca por um oceano de conteúdo.  Se você já se pegou fechando o app do Facebook ou Instagram para abri-lo logo em seguida, entende o que quero dizer.

Se isso afeta adultos no mundo todo, imagine as crianças — que também são levadas pelo apelo visual de jogos e outras formas de interação online. É estimado que pessoas entre 8 e 28 anos passam mais de 44 horas semanais olhando para as telas de seus gadgets.

Por isso, é importante prestar atenção para sinais de vício e criar formas para usar a tecnologia de maneira mais consciente, sem cair em mecanismos inventados para grudar nossos olhos em qualquer tipo de tela.

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Como resolver o excesso de tecnologia

Existem muitas maneiras para se melhorar o desperdício de tempo online, mas todas exigem um pouco de força de vontade e foco. Com as crianças e adolescentes, é o caso de estabelecer limites para o uso e ter conversas esclarecedoras. Além disso, é importante oferecer opções para que a relação delas com a tecnologia se torne mais positiva, ou até mesmo uma aliada na educação de seu filho(a).

A maneira mais eficaz para melhorar esse tempo é diminuir drasticamente o período gasto em redes sociais. Para isso, algumas opções oferecem bons resultados: substituir os ícones de redes sociais da primeira página do celular por apps de produtividade, instalar apps capazes de limitar o acesso a redes sociais e determinados aplicativos, além de manter um registro do tempo gasto online.

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Tecnologia como forma de evitar o “mundo real”

A vida escolar pode ser muito complexa para crianças e adolescentes. É uma socialização intensa, cheia de proximidades, alterações de humor, ao mesmo tempo que tudo está começando a se desenvolver no corpo e na mente.

No meio dessa transição difícil, muitos(as) adolescentes começam a utilizar o mundo digital para se desviarem da realidade, ao invés de expandirem as suas percepções de mundo.

O problema é que, nesse período, especialmente entre 15 e 17 anos, certa rebeldia e dificuldade de comunicação podem ser vistas como normais. É por isso que a atenção ao uso da internet deve ser redobrada.

Se você perceber alguns dos seguintes comportamentos, é sinal de que o excesso de tecnologia está se tornando prejudicial:

  • A pessoa se irrita exageradamente quando qualquer atividade realizada na frente de uma tela é interrompida;
  • A pessoa está ganhando peso e parece não se importar com a própria saúde;
  • A pessoa se sente deprimida, ansiosa ou irritada quando não pode acessar a web.

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Como lidar com esses sentimentos

Como vimos, o problema não é utilizar a internet, mas sim o seu excesso. A criança ou adolescente precisa ter tempo e disposição para fazer atividades que não sejam praticadas apenas sentadas diante de uma tela.

Uma pesquisa publicada na revista Forbes recentemente, identificou que ficar por muito tempo olhando para uma tela pode ter efeitos prejudiciais ao cérebro. O que ocorre é um empobrecimento das conexões ligadas a linguagem e cognição.

Uma saída para esse problema é sempre incentivar que crianças e adolescentes leiam livros, uma atividade que leva a resultados oposto. Além disso, incentivar atividades físicas como a prática de esportes, dança, yoga ou lutas, ajuda o jovem a desenvolver maior apreço pela vida fora das telas.

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A tecnologia não é nossa inimiga se usada de maneira equilibrada

Nós da codeBuddy acreditamos que a tecnologia pode ser uma grande aliada na educação, especialmente de crianças e adolescentes que desejam criar um engajamento ativo com esse universo.

Se seu filho ou filha não quer desgrudar de seus gadgets, talvez seja o caso de incentivar um uso mais profundo e supervisionado deles, quem sabe até mesmo começar uma preparação para uma carreira profissional. Sabemos que o futuro está nesse novo meio de comunicação.

Áreas como programação de computadores, robótica e desenvolvimento de jogos, ajudam na criação de uma relação diferente com a tecnologia e podem resultar em soluções inovadoras para nossa sociedade.

Entenda o que mais a programação nessas fases iniciais pode fazer pelo seu filho no nosso e-book sobre programar desde cedo.