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Uso digital: como gerenciar o tempo de tela dos jovens?

Postado em 29 de dezembro de 2020 - por codeBuddy

Celular ao acordar, televisão ao almoçar, computador durante a tarde, tablet antes de dormir… Se você tem uma rotina parecida com essa, saiba que não está sozinho: uma pesquisa revelou que o Brasil tem o terceiro maior tempo mundial de permanência na internet, com uma média de nove horas e 17 minutos por dia. Esse assunto é abraçado pelo conceito de inteligência digital, elaborado pelo DQ Institute, que se sustenta em oito competências. Neste artigo iremos falar do Uso Digital (Digital Use), ligado à gestão do tempo de tela.

Tempo de tela: duas crianças com a mãe olhando tablet sobre a cama

Como já explicamos por aqui, essa competência se divide em três níveis de “maturidade”: a cidadania digital (uso responsável das ferramentas tecnológicas), a criatividade digital (capacidade de transformar ideias em realidade com essas ferramentas) e o empreendedorismo digital (aplicar recursos tecnológicos na resolução de problemas globais).

Dessa maneira, cada pessoa deverá trilhar uma jornada de aprendizagem digital em busca de um desses “níveis de maturidade”, buscando aquele que seja mais relevante em determinado momento de sua vida.

Mas do que se trata o Uso Digital?

De acordo com o DQ Institute, entidade associada ao Fórum Econômico Mundial, essa competência consiste na capacidade de usar a tecnologia de forma equilibrada, saudável e cívica, dividindo-se em três pilares. Explicamos melhor abaixo:

Tempo de tela: menina sorrindo segurando caneca e olhando para smartphone

1- Uso equilibrado da tecnologia

O que o DQ Institute chama de “Balanced Use of Technology” consiste na capacidade de balancear a vida online com a vida offline, exercitando o autocontrole para gerenciar o tempo de tela, o multitasking e o envolvimento com mídias digitais.

Os indivíduos entendem os impactos do uso da tecnologia em todos os âmbitos de suas vidas, como em sua saúde, rendimento na escola e produtividade no trabalho, e sabem lidar de maneira adequada com esses impactos.

São, portanto, capazes de avaliar e minimizar os riscos à sua saúde, autorregulando as maneiras e o tempo que passam conectados, e por consequência também desfrutando dos entretenimentos digitais com mais segurança.

Tempo de tela: mãos mexendo em laptop e em xícara de chá sobre uma mesa

2- Uso saudável da tecnologia

É a capacidade de compreender os benefícios e os possíveis danos das tecnologias para a saúde física e mental, e de usufruir desses meios levando sempre em conta a saúde e o bem-estar.

Os indivíduos têm consciência de seus próprios organismos em relação ao uso de eletrônicos e seguem as melhores práticas, tal como o controle de seu tempo de tela diário. Dessa forma, eles buscam utilizar, em seu trabalho ou lazer, equipamentos tecnológicos seguros para estarem mental e fisicamente confortáveis.

3- Uso cívico da tecnologia

Essa habilidade diz respeito ao engajamento cívico para preservar comunidades locais, nacionais e globais por meio da tecnologia.

Pessoas com essa capacidade entendem a importância de se envolver ativamente nas questões relacionadas ao bem-estar das comunidades em que estão inseridas. Diante disso, elas mobilizam coletivos virtuais ou participam de organizações já existentes nas redes sociais, que visam pôr em prática as mudanças (de pequenas reclamações sobre o asfalto de seu bairro a grandes movimentos ativistas) que desejam ver em seu entorno.

Ao fazer isso, elas estão bem equipadas para participar de discussões online, compartilhar valores e influenciar positivamente suas comunidades por meio das tecnologias apropriadas.

Tempo de tela: menina rindo segurando tablet sentada em uma cama

O que dizem os pediatras?

Em seu manual de orientação sobre os riscos de exposição às telas, internet e redes sociais, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) estabelece o limite de 2 horas diárias de exposição para crianças de 6 a 10 anos, e de 3 horas para jovens entre 11 e 18 anos.

Segundo a SBP, oferecer tecnologia indiscriminadamente a bebês e crianças não “acelera” seu desenvolvimento mental, como algumas pessoas podem pensar. Muito pelo contrário: é o uso da tecnologia de maneira monitorada e condizente com a idade e a maturidade que traz benefícios cerebrais, evitando danos à saúde.

Tempo de tela: menina e senhora sentadas em frente a uma mesa olham para tela de smartphone

Como costumamos frisar por aqui, a tecnologia pode ser uma grande aliada quando se sabe equilibrar a vida “real” com o mundo virtual. Em nossas aulas, por exemplo, os alunos têm momentos exclusivos para se desconectarem e interagirem uns com os outros. Isso também é reforçado no manual da SBP, que fala dos perigos da dependência dos videogames e aparelhos no geral.

O alerta deve ser ligado quando a criança ou o adolescente deixa de fazer atividades que costumava adorar e passa a substituí-las pelas tecnologias. Além disso, deve-se estar atento a alterações em seu comportamento e relacionamentos com familiares e amigos, bem como a problemas no aprendizado, sono e até alimentação, que podem ser sintomas do uso tecnológico excessivo.

Quanto às redes sociais, é importante preparar o jovem de forma adequada, pois ele nem sempre saberá por conta própria identificar os perigos que podem surgir pelo caminho. Deve-se ensiná-lo a usar essas plataformas alertando sobre riscos como cyberbullying, informações falsas, golpes, vírus e contato com estranhos.

Tempo de tela: pai observa filho brincando com smartphone.

Controlando o tempo de tela da garotada

Fica cada vez mais claro que a solução para efeitos negativos que as tecnologias podem ter sobre os jovens não está em simplesmente vetar o acesso aos eletrônicos. Elas já fazem parte de nossas vidas e nos proporcionam infinitas melhorias, facilidades e diversões.

Cabe, na realidade, aos pais, responsáveis e adultos em geral envolvidos na rotina da criança, estabelecer limites justos. Isso, contudo, não deve ser feito de um jeito meramente impositivo: o ideal é conversar com ela para que entenda os perigos do uso excessivo dos aparelhos, esclarecendo como, quando e quanto poderá usar os gadgets diariamente.

É por isso que as aulas da codeBuddy transformam meros usuários passivos de tecnologia em criadores de seus próprios sites, jogos, vídeos, robôs e aplicativos. Além de auxiliar no aprimoramento de habilidades tecnológicas, nossos instrutores preparam os alunos para que saibam gerir as horas que passam conectados de forma mais saudável e produtiva.

Somos a primeira e única instituição brasileira chancelada pelo DQ Institute por disseminar os padrões globais de inteligência digital. Na codeBuddy, crianças e adolescentes não só desenvolvem habilidades tecnológicas para criar o que suas mentes imaginarem, como também aprendem a conviver com o mundo digital com equilíbrio e consciência. Descubra mais sobre nossas opções de cursos.

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